Vida e Saúde
Isabel Veloso: como funciona o transplante de medula óssea?
Influenciadora está em tratamento oncológico desde 2015, quando foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin
Isabel Veloso, de 19 anos, foi submetida a um transplante de medula óssea e o doador foi seu pai, Joelson Veloso, de 50 anos. A influenciadora está em tratamento oncológico desde 2015, quando foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin.
O transplante de medula óssea é, na verdade, um transplante de células-tronco. Esse procedimento é essencial para tratar doenças graves do sangue e do sistema imunológico, como leucemias, linfomas, aplasia de medula, síndromes de imunodeficiência e mielomas múltiplos. Ele substitui a medula óssea doente ou deficitária por uma saudável, sendo fundamental no tratamento de cerca de 80 doenças.
Assim como a doação de outros tipos de órgãos e tecidos, encontrar um doador é peça fundamental para o procedimento. De acordo com informações da Quem, o pai de Isabel tinha 60% de compatibilidade com a filha.
Quando um paciente precisa de transplante, inicialmente busca-se compatibilidade entre familiares. Caso não encontre um doador compatível, inicia-se a procura nos bancos como o REDOME. Para se cadastrar como doador de medula óssea, é necessário:
Ter entre 18 e 35 anos (o cadastro permanece ativo até os 60 anos);
Estar em boas condições de saúde e sem doenças impeditivas;
Apresentar documento oficial com foto.
Comparecer ao hemocentro mais próximo para a coleta de uma amostra de 10 ml de sangue para exame de compatibilidade genética (HLA).
Antes do transplante, em si, o paciente que vai receber a medula é internado para receber quimioterapia em altas doses, que destrói a própria medula, que está doente. Posteriormente, ele recebe a medula sadia, como se fosse uma transfusão de sangue.
Essa nova medula, rica em células progenitoras, uma vez na corrente sanguínea, circula e aloja-se na medula óssea, onde se desenvolve. Uma vez concluída a transfusão, a medula volta a funcionar em 15 a 20 dias — é o que se chama de “pega da medula”, ou, em termos técnicos, enxertia.
Durante o período em que essas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente, o paciente fica sem imunidade no organismo e, por isso, exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por essa razão, deve ser mantido internado e em regime de isolamento.
Depois de ser liberado do hospital, o receptor precisa manter o controle ambulatorial, porque o processo de recuperação da imunidade dura, em média, um ano.
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