Variedades
Zé Ramalho reúne clássicos da carreira em show no Espaço Hall, no Rio de Janeiro
Com 55 anos de trajetória e dezenas de músicas consagradas, o paraibano Zé Ramalho se apresenta no Espaço Hall, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no próximo sábado, dia 18.
Desde a chegada de seu primeiro álbum solo, impulsionado pelo sucesso de “Avôhai”, o cantor e compositor gravou mais de 30 discos. Na apresentação, o artista reunirá algumas das canções mais marcantes de sua discografia, que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar seu nome na música brasileira.
O repertório contará com sucessos como “Admirável Gado Novo” e “Entre a Serpente e a Estrela”, músicas que ganharam ainda mais projeção ao integrarem trilhas sonoras de novelas. Também estão previstas “Avôhai”, “Frevo Mulher”, “Sinônimos”, “Chão de Giz”, “Beira-Mar”, “Cidadão”, “Eternas Ondas”, “Garoto de Aluguel”, “Galope Rasante”, “Vila do Sossego” e “Banquete de Signos”.
Releituras de artistas como Raul Seixas, Bob Dylan e os Beatles também devem aparecer no setlist. Os três nomes já foram homenageados por Zé Ramalho em discos dedicados às respectivas obras.
Antes mesmo de se lançar profissionalmente com o histórico álbum homônimo, conhecido até hoje pelos fãs como “o disco do Avôhai”, Zé Ramalho já acumulava experiências poéticas e musicais. O artista participou de bandas de rock em João Pessoa e publicou obras de literatura de cordel, entre elas “Apocalypse Agalopado”, em 1975.
O grande sucesso do primeiro disco contribuiu para estabelecer as principais características de sua produção artística. Sua obra reúne influências do rock, da música regional, da poesia popular do Sertão nordestino, do misticismo, da crítica social, do realismo fantástico e do psicodelismo.
Ao longo de seus 76 anos de vida, Zé Ramalho se dedicou a cultivar e misturar esses elementos de maneira própria, construindo uma identidade artística singular.
“Autor de uma obra essencialmente surrealista, que funde o rock com o repente e outros ritmos nordestinos, o artista tem um imenso poder de transmissão com sua inconfundível voz cavernosa, de fascinante declamador, na sua messiânica figura. Ele traça uma ponte unindo Pink Floyd e Beatles a Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga; cidade grande e sertão, psicodelismo e regionalismo, o nordeste inserido no mundo, o universo conectado ao nordeste. Um trovador urbano comparado por muitos aos ícones da música mundial”, destaca o material de divulgação.
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