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ABDE destaca apoio do Fundo Setorial ao filme 'O Agente Secreto', indicado ao Oscar

Produção recebeu R$ 7,5 milhões em recursos públicos; setor audiovisual soma R$ 5,48 bi em investimentos desde 2009

22/01/2026
ABDE destaca apoio do Fundo Setorial ao filme 'O Agente Secreto', indicado ao Oscar
- Foto: Reprodução

Após as quatro indicações do filme "O Agente Secreto" ao Oscar 2026, a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), representante do Sistema Nacional de Fomento (SNF), divulgou que a produção contou com R$ 7,5 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O mecanismo federal, administrado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e pelo Ministério da Cultura, visa fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual, do desenvolvimento à distribuição e exibição.

"O sucesso internacional do cinema brasileiro está diretamente ligado à existência de instrumentos públicos de financiamento que estruturam o setor e dão previsibilidade aos recursos. O Sistema Nacional de Fomento viabiliza investimentos em diferentes etapas da cadeia produtiva, o que contribui para elevar a qualidade audiovisual e ampliar sua presença no cenário internacional", afirmou o diretor-executivo da ABDE, André Godoy.

No caso de "O Agente Secreto", os recursos foram operacionalizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A instituição e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são atualmente os principais gestores do FSA, atuando por meio de financiamentos, chamadas públicas e editais de fomento. Até o primeiro semestre de 2025, o saldo depositado junto aos dois agentes somava R$ 3,4 bilhões.

O longa brasileiro foi indicado ao Oscar 2026 nesta quinta-feira, 22, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Escalação de Elenco e Melhor Ator para Wagner Moura. O filme estava entre os 15 pré-indicados e conquistou uma das cinco vagas na lista final. Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de 15 de março.

A ABDE também destacou outros filmes brasileiros de grande repercussão recente, como "Bacurau", "O Último Azul", "Enquanto o Céu Não Me Espera", "Oeste Outra Vez", "A Natureza das Coisas Invisíveis" e "Baby", todos beneficiados por financiamentos operados por instituições do Sistema Nacional de Fomento em diferentes etapas de produção.

No total, levantamento da ABDE aponta que, entre 2009 e julho de 2025, o Fundo Setorial do Audiovisual desembolsou R$ 5,48 bilhões. Apenas em 2024, foram liberados R$ 711,1 milhões, maior valor anual da série histórica. Em 2025, até 31 de julho, o valor de R$ 411 milhões já representa cerca de 58% do total de 2024, conforme dados parciais.

Além de BRDE e BNDES, o FSA conta com outros agentes credenciados, como o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).