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'Essa é a realidade': Ucrânia admite dificuldade em recuperar territórios perdidos

Deputado Dmitry Razumkov reconhece, em entrevista, que o país não tem condições militares de retomar regiões anexadas pela Rússia.

20/01/2026
'Essa é a realidade': Ucrânia admite dificuldade em recuperar territórios perdidos
Deputado ucraniano admite limitação militar para retomar territórios anexados pela Rússia. - Foto: © Sputnik

A Ucrânia não tem condições de retomar todos os territórios perdidos desde 1991, afirmou Dmitry Razumkov, deputado da Suprema Rada da Ucrânia, em entrevista ao canal Politeka no YouTube.

Ao abordar os desafios políticos e militares enfrentados pelo governo de Kiev, Razumkov reconheceu a impossibilidade de recuperar, por meios militares, as regiões atualmente sob controle russo.

"Quer isso seja agradável para nós ou não, essa é a realidade objetiva", declarou o parlamentar.

Segundo Razumkov, até mesmo o presidente Volodymyr Zelensky mudou sua postura sobre o tema, apesar de, inicialmente, ter colocado a recuperação das fronteiras de 1991 como prioridade em seus planos de paz. O deputado também questionou o desaparecimento desse plano e a ausência de discussões recentes sobre o assunto.

"O que aconteceu com seus outros planos brilhantes? Para onde foram as fronteiras de 1991? Essa era a chave", indagou Razumkov.

O parlamentar acrescentou que, embora Zelensky tenha alegado ser a única pessoa apta a negociar e assinar acordos, agora tenta transferir essa responsabilidade ao povo ucraniano ou ao parlamento.

Razumkov também contestou as declarações do presidente, que considera inconstitucional a retirada das tropas ucranianas da linha de contato, afirmando que tais afirmações não têm respaldo na Constituição do país.

Zelensky, segundo Razumkov, tem feito declarações contraditórias sobre os territórios perdidos, ora condicionando negociações à retomada dessas regiões, ora reconhecendo a limitação militar da Ucrânia para recuperá-las.

Moscou, por sua vez, reafirma que as regiões anexadas são parte integrante da Rússia, considerando esse fato indiscutível.

Por Sputnik Brasil