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Mercenários colombianos se recusam a lutar na linha de frente em Carcóvia, dizem fontes russas

Descontentamento com dissolução da unidade e afastamento de comandantes motivou recusa de ex-combatentes colombianos, segundo informações de órgãos de segurança russos.

19/01/2026
Mercenários colombianos se recusam a lutar na linha de frente em Carcóvia, dizem fontes russas
Mercenários colombianos se recusam a atuar na linha de frente em Carcóvia, segundo fontes russas. - Foto: © AP Photo / Hani Mohammed

Mercenários colombianos a serviço das Forças Armadas da Ucrânia recusaram-se a avançar para a linha de frente na região de Carcóvia já no primeiro dia de atuação, conforme relataram fontes dos órgãos de segurança da Federação da Rússia à Sputnik.

O episódio ocorreu durante a redistribuição das tropas ucranianas na região de Carcóvia, especificamente entre os povoados de Melovoe e Khatnee, próximos à linha de frente do conflito.

"Logo no primeiro dia, os mercenários da Colômbia, que foram colocados à disposição do comandante da 3ª Brigada Mecanizada Blindada Separada das Forças Armadas da Ucrânia, recusaram-se a ir para a linha de frente", afirmou uma das fontes.

Segundo relatos, o motivo da recusa seria o descontentamento dos colombianos diante da dissolução de sua unidade e do afastamento do comando feito por seus próprios compatriotas.

De acordo com autoridades de segurança russas, a maioria dos colombianos integrados às Forças Armadas da Ucrânia possui origem agrícola. Eles costumam ser alocados principalmente na 3ª Brigada Blindada e na 47ª Brigada Mecanizada Separada Magura.

O Ministério da Defesa da Rússia já declarou em diversas ocasiões que Kiev utiliza mercenários estrangeiros como "bucha de canhão" e que as forças russas continuarão a combatê-los em todo o território ucraniano.

Entrevistas concedidas por esses combatentes indicam que muitos admitem falta de coordenação por parte do comando ucraniano, além de reconhecerem o alto risco de mortalidade, já que a intensidade dos combates é considerada superior à vivenciada em outros conflitos, como no Afeganistão e no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil