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Governo do Rio pede falência da Manguinhos, atual Refit, por dívida acumulada de cerca de R$ 26 bilhões
Pedido encaminhado pela PGR argumenta que, além da dívida, o grupo perdeu viabilidade econômica. Procurada, a empresa não se manifestou.
O governo estadual pediu à Justiça que a recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit), seja convertida em falência. O argumento do estado é que a empresa perdeu opções econômicas e deixou de cumprir critérios básicos para seguir no processo, enquanto acumula um passivo tributário superior a R$ 25,7 bilhões .
Levantamento da Firjan:
Região dos Lagos:
O pedido, apresentado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), é baseado em relatórios que mostram uma queda contínua nas atividades do grupo. Segundo o Palácio Guanabara, após faturar mais de R$ 1 bilhão por mês em 2025, a empresa apresentou uma redução acentuada nas receitas até chegar a um resultado financeiro próximo de zero no início deste ano.
A petição foi protocolada nesta quarta-feira, na 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital. A Refit foi procurada pela GLOBO , por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu.
Elevador custo operacional
Ainda segundo o governo, o grupo acumulou prejuízos, manteve custos operacionais elevados e não apresentou perspectiva de geração de caixa suficiente para sustentar as atividades ou quitar as obrigações. Na avaliação da Procuradoria Geral do Estado, isso demonstra que a recuperação judicial deixou de cumprir o seu objetivo, que é permitir a reabilitação de empresas economicamente viáveis.
Outro ponto do pedido da PGR se refere ao descumprimento do parcelamento especial firmado para pagar subsídios tributários. De acordo com o governo estadual, as parcelas deixaram de ser pagas por mais de 90 dias, o que, pela legislação, leva ao cancelamento do acordo e à decretação da falência.
Dinheiro falso:
Mesmo após aderir ao parcelamento, o grupo acumulou mais de R$ 1,8 bilhão em novas dívidas com o estado. O passivo fiscal novo é superior ao dobro daquilo que o grupo pagou durante o curso do parcelamento, levando a PGE a concluir que o benefício não foi utilizado para regularizar a situação fiscal da empresa.
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