RJ em Foco

Artefato lançado por drone explode durante festa na comunidade Dourado, em Cordovil, e fere dois

Polícia Militar afirma ter sido mobilizada para ocorrência, nas proximidades da comunidade da Chatuba

Agência O Globo - 03/08/2026
Artefato lançado por drone explode durante festa na comunidade Dourado, em Cordovil, e fere dois
Artefato lançado por drone explode durante festa na comunidade Dourado, em Cordovil, e fere dois - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Um artefato que, segundo moradores, foi lançado por um drone explodiu, na tarde do último sábado, na comunidade Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Dois homens que montavam brinquedos para uma festa que aconteceria na Rua João Henrique ficaram levemente feridos. Ambos não quiseram prestar queixa nem atendimento médico.

Policiais militares da Unidade de Polícia de Proximidade (UPP) foram mobilizados para a ocorrência. A eles, os moradores relataram terem visto o drone sobrevoando o local. O caso foi encaminhado à 38ª DP (Brás de Pina).

Nas redes sociais, moradores afirmaram que o explosivo danificou os brinquedos montados na rua. Imagens compartilhadas mostram buracos no asfalto.

Lançamentos de explosivos por drones têm se tornado comuns na capital carioca. Na madrugada da última sexta-feira, uma granada explodiu num imóvel no Complexo da Penha, na Zona Norte, durante um treinamento de criminosos com drones que transportam esse tipo de artefato. Não há notícias de feridos.

Segundo a PM, as equipes que foram para o local apuraram que bandidos estavam testando drones e a granada teria caído próximo a eles. A PM informou que o policiamento segue reforçado no conjunto de favelas, com a presença de equipes de unidades especiais.

A nova estratégia do crime organizado de usar veículos aéreos não tripulados em guerras entre facções criminosas rivais e durante operações policiais já é alvo das autoridades de segurança. A Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública identificou que traficantes do Comando Vermelho (CV) vêm recebendo treinamento especializado para operar drones de grande porte usados no transporte de armas e drogas entre comunidades da facção no Rio. Segundo as investigações, o responsável por instruir os criminosos é um brasileiro que retornou recentemente da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia.

De acordo com a polícia, o homem permaneceu por pelo menos um ano na região de combate e, ao voltar ao Rio, passou a ensinar aos traficantes técnicas empregadas em operações militares, incluindo o uso de aeronaves não tripuladas para logística e monitoramento. Os drones adquiridos pela facção são modelos usados em áreas agrícolas para pulverização e também em operações de entrega de carga. O custo estimado de cada aeronave ultrapassa R$ 200 mil.