RJ em Foco
FIA-RJ e Polícia Civil ampliam parceria para melhorar atendimento em casos de crianças e adolescentes desaparecidos
Delegacias do estado terão cartazes com fotografias e materiais com orientações sobre registro imediato
A Polícia Civil e a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA-RJ) começaram, nesta quinta-feira, a distribuição de materiais informativos do Programa SOS Crianças Desaparecidas . A ação, que acontece em todas as delegacias do estado do Rio, inclui a instalação de cartazes com fotografias, além de materiais com informações sobre o funcionamento do Programa SOS Crianças Desaparecidas . O objetivo é orientar a população sobre procedimentos a serem adotados em casos de desaparecimento de crianças e adolescentes.
O conteúdo disponibilizado nas unidades policiais orienta, por exemplo, sobre o fluxo de atendimento, destaca a importância do registro imediato da ocorrência e informações sobre o acompanhamento oferecido às famílias.
Uma dessas orientações é sobre a agilidade no registro após a constatação do desaparecimento de uma criança ou adolescente. A polícia informa que não é necessário aguardar 24 horas para registrar a ocorrência: isso precisa ser feito imediatamente em uma delegacia. Quanto mais rápida a comunicação com autoridades, maiores são as chances de localização.
A parceria também prevê o aprimoramento da troca de informações entre a FIA-RJ e a Polícia Civil, com a criação de um fluxo permanente de comunicação sobre os casos registrados, tornando o atendimento mais ágil e eficiente.
Sistema de localização Rio-São Paulo
Um acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) , o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo, com a Polícia Militar do Rio (PMERJ) , também vai facilitar a busca por pessoas desaparecidas. As câmeras inteligentes de reconhecimento facial das duas maiores cidades do Brasil passarão a atuar de forma integrada.
Com isso, o rosto de qualquer pessoa desaparecida no país poderá ser inserido simultaneamente nas redes de videomonitoramento do estado do Rio de Janeiro e da cidade de São Paulo, através do Centro Integrado de Comando e Controle (RJ) e do Smart Sampa (SP) , fortalecendo as ações dos Programas de Localização e Identificação de Desaparecidos em todas as unidades federativas.
Os dois estados concentram 71% dos registros de sumiço de pessoas no Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), plataforma do MPRJ e utilizada por todo o Ministério Público brasileiro. Dos 115,4 mil casos cadastrados, 42,8 mil são do estado do Rio e 38,8 mil, de São Paulo.
A inclusão de dados no sistema de reconhecimento facial depende do aviso prévio de familiares ou responsáveis pela pessoa desaparecida. Por isso, é fundamental procurar o Ministério Público assim que um desaparecimento for identificado.
No Estado do Rio de Janeiro foram 13.406 pessoas encontradas, sendo que, ao menos em 1.485 casos, a atuação do Plid/MPRJ foi determinante para a localização. A ferramenta mantém atuação constante e, de janeiro a junho deste ano, o programa nacional atuoso com sucesso em 3.125 casos de desaparecimento. No ano passado, foram 4.186.
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