RJ em Foco
Operário é arremessado contra paredes de edifício durante vendaval na Barra e encontra casa destruída
Wedson Sales, de 24 anos, buscou abrigo na casa de parentes após o vendaval no trabalho.
A bonança não chega para todos após as tempestades. Os fortes ventos que atingiram os estados de São Paulo e Rio de Janeiro deixaram marcas na casa de um dos operários que viveram momentos de pânico durante o trabalho em um edifício de mais de 20 andares, no Rio. Morador de Urucânia, entre Santa Cruz e Paciência, Wedson Sales era uma das pessoas do vídeo que viralizou, mostrando pintores em um edifício do Barra Bali, na Zona Sudoeste, em pânico com as rajadas arremessando-os contra as paredes. Ao chegar em casa, depois do susto, deparou-se com o lugar onde mora destruído pelo vento. As telhas estavam quebradas e partes do muro do quintal desabaram.
Entenda:
Ventania e tragédia:
— Nessa situação que vivemos, com os objetos voando e a gente correndo risco de vida, várias coisas passavam pela minha cabeça: pensava em morte e achava que não ia ver mais a minha família, que não conseguiria ser resgatado. Recebi ligação da minha esposa informando que nossa casa foi destruída — diz Wedson, que mora com Yasmin Cristina.
Nesta quarta-feira, após a viralização do vídeo em que os pintores aparecem sendo arremessados contra um prédio a cerca de 20 metros do chão, a folga para descansar após o susto foi utilizada para tentar conter os prejuízos deixados pela ventania.
— O vento levou telhado e muro. Foi uma extrema tristeza. A gente lutou para construir, depois para manter... — lamenta.
Apesar das perdas, alívio
Imagens gravadas na quarta-feira pelo morador Paulo Edson Lamelha mostram Wedson e outros dois colegas, Leonardo Garcia e Vitor Silva, suspensos em uma estrutura que, devido ao vento, se entortou. Eles foram jogados de um lado para o outro e contra o prédio. Segundo Leonardo, foram momentos de pânico. Os dois homens que aparecem na gravação também fazem parte de sua equipe. As imagens mostram objetos caindo do andaime com as batidas.
Os trabalhadores relataram que diariamente fazem checagem dos equipamentos de segurança e, no dia da ventania, isso os resguardou.
— Estávamos com tudo: capacete, trava de segurança… — diz Leonardo.
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Imagens de outra moradora mostram outros trabalhadores já dentro do prédio, mas ainda em meio a fortes rajadas. Uma delas também registrou a área de lazer do condomínio, onde uma cobertura do local destinado aos brinquedos voou devido à força do vento. A empresa de engenharia responsável pelas obras, em comunicado, informou:
“Todos os colaboradores envolvidos estão bem. A empresa prestou auxílio imediato após o ocorrido, acompanhou os profissionais e adotou as providências necessárias para garantir sua segurança e bem-estar. Os colaboradores recebem os treinamentos e as orientações de segurança exigidos para a execução de trabalhos em altura, além de utilizarem os equipamentos de proteção correspondentes às suas atividades. A situação ocorreu durante uma alteração severa e repentina das condições climáticas. As atividades foram interrompidas, e a empresa permanece avaliando internamente o episódio e reforçando suas medidas preventivas. A segurança dos colaboradores, moradores e demais pessoas presentes nos locais de trabalho permanece como prioridade da empresa.”
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