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Gritavam por socorro: os minutos que antecederam a morte de ex-jogador do Botafogo e seu amigo em Santa Teresa

Testemunha relata que ouviu apelos feitos por Tássio dos Santos e Vandré Cordeiro

Agência O Globo - 30/07/2026
Gritavam por socorro: os minutos que antecederam a morte de ex-jogador do Botafogo e seu amigo em Santa Teresa
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O cenário ainda é de destruição no local onde um muro caiu durante uma forte ventania que atingiu o Rio na quarta-feira, resultando na morte do ex-jogador do Botafogo, Tássio dos Santos , e seu amigo Vandré Cordeiro . No chão, uma mancha de sangue indica o ponto exato onde as vítimas estavam no momento da queda, evidenciando uma tragédia.

Ventânia:

Frente fria:

Uma testemunha que passou minutos depois e preferiu não se identificar o contorno que, logo após serem atingidos, os dois ainda estavam conscientes. "Gritavam por socorro e estavam com o corpo bastante ensanguentado".

O morador da região, porteiro Josivaldo de Oliveira , disse que chegou ao local cerca de 20 minutos após o acidente. As vítimas ainda estavam sob os escombros, mas já não se manifestaram.

— O que vi foi uma aglomeração de gente tentando tirar os entulhos de cima deles, mas não conseguiu, porque era muito peso. Um estava com a pilastra em cima do ombro e só a cabeça para fora. O outro também estava com o corpo todo debaixo dos escombros e só parte da cabeça para fora. Ao mesmo tempo que tentávamos ajudar, chamávamos os bombeiros — narrou.

Ameaça de nova queda

Um dia depois da tragédia, a frente do terreno ainda está tomada por escombros, e parte do muro que resistiu à ventania ameaça cair. Na calçada, permanece estacionada uma picape Ford Maverick cinza, que foi atingida pela queda e é destruída.

De acordo com testemunhas, o muro, de cerca de três metros de altura, foi erguido recentemente, há pouco mais de dois meses, e faz parte de um terreno em construção na Rua Dr. Júlio Ottoni , ao lado do número 155, uma via pacata e pouco movimentada.

Ainda segundo moradores da região, o terreno pertence ao dono da casa de eventos Mansão Alvite , imóvel na mesma rua onde as vítimas trabalharam. A reportagem da GLOBO acessou o terreno na tarde desta quinta-feira e viu uma van com o logotipo da casa de eventos estacionada no local.

O terreno é um descampado cercado por mata e ainda não tem nenhuma construção sendo erguida. Há apenas montes de terra acumulada, madeira e tijolos espalhados.