RJ em Foco
Uma professora bateu a cabeça da minha filha na parede, diz mãe de aluna de 8 anos de escola pública da Ilha do Governador
A família registrou um boletim de ocorrência, levou a criança para fazer exame de corpo de delito e formalizou o relato em ata. Professora foi afastada, e polícia investiga o caso.
Uma menina de 8 anos parou de frequentar as aulas na Escola Municipal Rotary, na Freguesia, Ilha do Governador, após contar à mãe que foi agredida por uma professora em sala de aula. A auxiliar de cozinha Maria Rosa da Conceição , de 39 anos, denunciou o caso à polícia no dia 6 de julho. A criança tinha, segundo a mãe, machucada, e contornou que uma professora bateu sua cabeça contra a parede. Segundo a mãe, o chamado da direção só veio três dias depois. A família registrou um boletim de ocorrência, levou a criança para fazer exame de corpo de delito e formalizou o relato numa ata da 11ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A secretaria municipal de educação informou, nesta quarta (29), que a professora foi afastada. A Polícia Civil informa que uma investigação está em andamento.
Denúncias de bullying
Escuta ativa e coleta de provas:
— Ela vinha sofrendo bullying da professora. Depois ela bateu a cabeça da minha filha na parede. Mais duas crianças foram agredidas na Escola Rotary. Não estou aguentando mais. Minha filha mudou o comportamento, não quer ir mais estudar. Está sendo muito difícil. Eles me chamaram para comparecer, mas não deram assistência nenhuma. A prefeitura nem deve saber — diz Maria Rosa, que frisou que durante mais de 20 dias ficou sem respostas da CRE e que, por meio de encaminhamento do Conselho Tutelar, teve direito a tratamento psicoterápico.
Outros dois alunos foram agredidos. Uma outra estudante teria passado por situação de sufocamento. Após ser procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação respondeu que, além do afastamento do docente, instaurou uma sindicância para apuração dos fatos. A criança, de acordo com a PME, foi deficiente para outra unidade escolar. Segundo o comunicado oficial, ela "seguirá receber todo o suporte e acompanhamento necessários".
Má gestão de recursos: Com maior gasto por aluno, o Estado do Rio está no penúltimo lugar na educação do país.
No Registro de Ocorrência, há investigação de agressão a menores. A polícia informou que testemunhas foram à 37ª DP (Ilha do Governador) para prestar depoimento. “A criança passou por exame de corpo de delito e outras diligências são realizadas para esclarecer os fatos”, informou a assessoria de imprensa.
Maria Rosa relata que no braço da filha também havia outros sinais de violência, como perigo. A criança também enfrentou sequelas psicológicas:
— Mudou o comportamento. Ela não fala com ninguém, tem medo das pessoas e não quer ir para a escola — diz a auxiliar de cozinha.
No documento do registro em ata da Coordenadoria Regional de Educação, consta que o responsável pela criança informou que notou machucados na cabeça e no braço da filha. Ao ser chamado na escola pela direção, não teria sido informado sobre o que aconteceu. Na requisição do exame de corpo de delito, consta que o exame daria início a uma apuração de crime praticado contra criança e adolescente.
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