RJ em Foco
Capela frequentada por Dom Pedro II será reaberta pela Santa Casa da Misericórdia neste domingo após anos sem atividades
A missa solene será às 11h, reunindo integrantes da Mesa Administrativa da instituição, médicos, profissionais de saúde, autoridades e convidados
A Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro reabrirá, neste domingo, a histórica Capela do Imperador, que voltará a receber celebrações religiosas após anos sem atividades regulares. A missa solene será às 11h, reunindo integrantes da Mesa Administrativa da instituição, médicos, profissionais de saúde, autoridades e convidados.
De acordo com a Santa Casa, a iniciativa integra o amplo processo de reestruturação conduzido pela nova diretoria, que vem promovendo a recuperação do Hospital Geral, a reorganização administrativa e o resgate do patrimônio histórico, cultural, espiritual e da saúde de uma das instituições filantrópicas mais antigas do Brasil.
— Nossa ideia é convidar formadores de opinião, investidores, doadores, autoridades e parceiros públicos e privados para as missas na capela imperial, para que conheçam a instituição e possam contribuir com sua reestruturação. Precisamos da força de toda sociedade civil e política para devolver esse importante patrimônio ao Rio — destaca Ricardo Cavalcanti, diretor geral do hospital.
A previsão é que a cerimônia receba o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Ronaldo Damião; o reitor da UniRio, José da Costa Filho; Christine de Orléans e Bragança, representante da família imperial; o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Rio, Francisco Horta; o diretor-geral do Hospital Geral da Santa Casa, Dr. Ricardo Cavalcanti; e o médico Daniel Soranz, ex-secretário municipal de saúde do Rio.
Inaugurada em 1852, durante a grande reforma do Hospital Geral da Santa Casa, a Capela do Imperador ocupa o ponto central do complexo hospitalar, sob sua imponente cúpula.
Recebeu esse nome porque foi Dom Pedro II quem conduziu solenemente o Santíssimo Sacramento até o altar durante sua inauguração, passando a frequentar o local juntamente com a Imperatriz Teresa Cristina, especialmente nas celebrações dominicais e nas grandes solenidades religiosas.
Ao longo de sua história, a capela também recebeu diversas personalidades da vida pública brasileira, entre elas ministros de Estado, magistrados, presidentes da República e provedores da Santa Casa, tornando-se um dos espaços mais emblemáticos da memória institucional da entidade.
Com rara beleza arquitetônica e artística, a Capela do Imperador preserva importantes obras da arte sacra brasileira do século XIX e permanece como um dos tesouros históricos menos conhecidos da cidade.
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