RJ em Foco
Viatura da Seop é atacada com explosivo em Copacabana; prefeito cita retaliação ao Tolerância Zero
Vídeo mostra o momento em que veículo foi atingido na Praça Serzedelo Corrêa
Uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) foi atacada com um explosivo na noite desta quinta-feira, enquanto estava estacionada na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Um vídeo que mostra o momento em que o veículo foi atingido foi postado pelo prefeito Eduardo Cavaliere em seu perfil no Instagram. Ele afirmou que o ato de violência foi uma represália ao programa Tolerância Zero, lançado no último dia 16 para ordenar a orla carioca.
Prejuízo de R$ 350 mil:
Vídeo:
"O programa Tolerância Zero iniciou no último dia 16.07, em parceria entre a @prefeitura_rio e o @govrj, e vem recuperando os espaços públicos do calçadão da orla (protegidos por lei) que estavam sendo explorados de forma organizada e criminosa por mais de mil pontos de venda e distribuição ilegal de produtos sem origem comprovada, com cobranças de aluguel, diárias e taxas pelo crime organizado. De lá pra cá, as tentativas de represália são claras e agora chegaram ao ponto de usar explosivos contra autoridades públicas em Copacabana. Alguém tem dúvida do tipo de organização que está por trás dessas ações?", escreveu Cavaliere na legenda.
O vídeo postado pelo prefeito mostra um grupo de pessoas correndo em direção à viatura. Logo depois, um coquetel molotov é lançado sob o veículo. Segundo Cavaliere, graças às imagens do sistema de vigilância pública da prefeitura, o suspeito de jogar o explosivo foi identificado. As informações foram repassadas ao Governo do Estado.
Em Arraial do Cabo:
O ataque ocorreu horas após o início da segunda fase do Tolerância Zero, que resultou na interdição de dois depósitos clandestinos utilizados para armazenar mercadorias e equipamentos de ambulantes em Copacabana. Segundo a Seop, foram apreendidas cerca de nove toneladas de equipamentos e 55 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo. A prefeitura afirmou que o material poderia gerar uma receita diária estimada em R$ 8,8 mil para grupos ligados ao comércio ilegal.
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