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Rio prevê investir mais de R$ 1,5 bilhão em obras para reduzir os impactos das chuvas até 2028; veja a lista
Pacote reúne obras de drenagem, piscinões, ampliação de calhas de rios, diques e urbanização em áreas vulneráveis como Realengo, Acari, Jardim Maravilha, Grande Tijuca, Maré, Rocinha e Complexo do Alemão
A Prefeitura do Rio prevê investir mais de R$ 1,5 bilhão em obras de infraestrutura e desgaste para reduzir os impactos das chuvas até 2028. O pacote inclui intervenções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), financiadas pelo governo federal em parceria com o município, e inclui a construção de reservatórios para retenção de água, ampliação de rios, diques, galerias de drenagem e projetos de urbanização em comunidades historicamente afetadas por alagamentos.
Contexto:
Clima:
O balanço foi apresentado nesta segunda-feira pela prefeitura durante a divulgação das ações de preparação para eventos climáticos extremos. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere , embora as disposições diminuam os riscos de enchentes, elas não eliminam a possibilidade de transtornos provocados por temporais cada vez mais intensos.
— Boa parte dessas áreas mais sensíveis ainda está sujeita a eventos extremos e riscos no próximo verão. As obras de infraestrutura protegem os efeitos desses eventos climáticos extremos, minimizam os impactos, mas não significam que a cidade vá deixar de viver momentos extremos com as chuvas — afirmou.
Tolerância Zero:
O secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson Santos , destacou que parte das instruções já está em andamento e algumas etapas serão entregues antes do previsto.
— Não estaremos com todas essas obras finalizadas, mas estaremos nos locais. Teremos uma mobilização para poder atender e mitigar os possíveis danos causados pelas chuvas intensas — disse.
Confira a seguir a lista de obras prometidas pela prefeitura:
Realengo terá piscina de 20 milhões de litros
Uma das principais obras em andamento é a de Realengo, na Zona Oeste. Com investimento de R$ 123,5 milhões , o projeto prevê intervenções de desvio em vias como a Avenida Bernardo de Vasconcelos e a construção de um reservatório com capacidade para armazenar 20 milhões de litros de água da chuva.
As obras foram planejadas em julho de 2025. A prefeitura informou que a primeira fase das intervenções será entregue ainda este ano, antecipando o cronograma inicial. A conclusão das obras de entrega está prevista para o primeiro semestre de 2027, enquanto o piscinão deverá ficar pronto em 2028 .
Jardim Maravilha ganhará dique e reservatórios
No Jardim Maravilha, também na Zona Oeste, a segunda etapa das obras começou em junho deste ano e terá duração de três anos. O investimento é de R$ 340 milhões .
O projeto prevê a construção de um dique ao redor do Rio Cabuçu-Piraquê para conter cheias frequentes, além de reservatórios capazes de armazenar cerca de 231 milhões de litros de água.
Acari terá ampliação da calha do rio
Na bacia do Rio Acari , uma das regiões mais afetadas por enchentes na cidade, o investimento chega a R$ 430 milhões . As intervenções incluem a ampliação da calha do rio em um trecho de 3,8 milhas, entre Acari e Jardim América, que passa por cerca de 50 metros de largura em parte do percurso. As obras têm previsão de conclusão em 2028 .
Além da canalização, a prefeitura realiza desde novembro de 2025 serviços de limpeza e desassoreamento. Segundo o município, mais de 120 milhões de toneladas de resíduos já foram retiradas do Rio Acari.
Grande Tijuca terá novo túnel hidráulico
Na Grande Tijuca, o investimento previsto é de R$ 98,7 milhões . A segunda fase do projeto de controle de enchentes prevê a construção de um túnel hidráulico para desviar o excesso de água do Rio Maracanã , conectado ao desvio do Rio Joana — já concluído — e à futura galeria do Rio Trapicheiros .
Também estão previstas melhorias na microdrenagem das ruas do Baixo Tijuca e da região da Rua Morais e Silva para eliminar pontos recorrentes de alagamento. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027.
Urbanização e drenagem em comunidades
Além das obras voltadas diretamente ao controle de enchentes, a prefeitura destacou investimentos do programa PAC Periferia Viva , que inclui sistemas de drenagem, saneamento e recuperação ambiental.
Na Maré , serão investidos R$ 172 milhões . As primeiras obras começaram em junho, com a implantação de um parque linear na Vila dos Pinheiros, em uma área degradada às margens da Baía de Guanabara. O projeto prevê ainda ecopontos para coleta de resíduos, áreas de lazer, quadra poliesportiva, anfiteatro e hortas comunitárias.
Já na Rocinha , estão previstos R$ 350 milhões em obras de infraestrutura urbana, mobilidade, saneamento, drenagem e recuperação ambiental. O plano definitivo será elaborado com moradores e lideranças locais.
Enquanto no Complexo do Alemão , o investimento será de R$ 210 milhões . As intervenções incluem pavimentação, ampliação das redes de esgoto e drenagem, contenção de encostas, reforço no abastecimento de água, iluminação pública, áreas de lazer, ciclovia, recuperação de áreas verdes e construção de 192 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida.
Além das obras de infraestrutura, a prefeitura passou a defender a ampliação dos parques urbanos como estratégia para aumentar as áreas permeáveis da cidade, reduzir as ilhas de calor e contribuir para a adaptação do Rio aos eventos climáticos extremos. Segundo o município, essas áreas funcionam como complemento às instruções de condução e fazem parte da política de resiliência diante da previsão de chuvas cada vez mais intensas nos próximos anos.
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