RJ em Foco
Um mês do confronto mais letal da história do país: relembre em fotos e vídeos a megaoperação na Penha e no Alemão e a repercussão do caso
A megaoperação, realizada em 28 de outubro, foi considerada a mais letal da história, com 122 mortos
Nesta sexta-feira, completa-se um mês da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 122 pessoas — 117 suspeitos e 5 policiais. A ação, coordenada pela Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar, teve como objetivo cumprir mandados de prisão e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, incluindo líderes de outros estados que estavam escondidos na região.
Após a operação, o Ministério Público do Rio e o Supremo Tribunal Federal iniciaram investigações sobre a alta letalidade policial, baseando-se na ADPF 635. Organizações não governamentais e familiares das vítimas promoveram protestos, clamando por paz nas comunidades cariocas. Confira, em fotos e vídeos, como se desenrolou a operação no dia 28 de outubro.
Dos sequestros do passado ao domínio territorial do crime hoje:
• Polícia estoura depósito de gás do tráfico no Complexo do Lins;
• Relatório encaminhado ao STF sobre a megaoperação;
• Retaliações dos criminosos e a cidade refém.
Na mesma data, a cidade do Rio foi elevada ao estágio 2 do nivelador de risco do Centro de Operações da Prefeitura. Esse estágio indica "risco de ocorrência de alto impacto" na cidade, em uma escala de cinco níveis. A medida foi adotada após interdições provocadas por represálias de criminosos à megaoperação policial, afetando vias próximas aos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier (Zona Norte), Freguesia (Jacarepaguá) e Taquara (Zona Oeste). De acordo com a Rio Ônibus, mais de 100 linhas tiveram seus itinerários alterados.
Terror em cada esquina:
Corpos retirados da mata e levados para praça no Complexo da Penha
Pelo menos 60 corpos foram localizados após a megaoperação na região conhecida como Mata da Vacaria, na Vila Cruzeiro, uma das favelas do Complexo da Penha. A maior parte do confronto concentrou-se nessa área, utilizada por traficantes segundo a Secretaria de Segurança Pública. Moradores começaram a retirar os corpos ainda durante a madrugada e os levaram para a Praça São Lucas, ponto central da comunidade.
O drama dos familiares no IML
Para agilizar o reconhecimento das vítimas, peritos organizaram uma força-tarefa no Instituto Médico Legal, trabalhando além do plantão. Por pelo menos quatro dias, o IML permaneceu lotado de familiares, que aguardavam até a noite para liberar os corpos. Dois deles, entretanto, foram liberados sem reconhecimento formal, pois não possuíam registro de digitais em órgãos públicos.
Reações políticas, jurídicas e sociais
No dia 30 de outubro, o Governo Federal anunciou a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. Na ocasião, foram debatidas as repercussões da megaoperação no Complexo da Penha. O grupo, liderado pelo secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Cesar Santos, e pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, articulou o envio de peritos criminais da União e o reforço do efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal no estado.
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