Política
Faixa gigante em Copacabana denuncia risco de privatização das praias do Brasil, projeto de Flávio e Neymar
Banhistas e surfistas protestaram na orla do Rio contra a PEC relatada por Flávio Bolsonaro e os empreendimentos de alto padrão previstos para o litoral de Pernambuco e Alagoas, associados a Neymar
Uma faixa gigantesca estendida por banhistas e surfistas entre Copacabana e o Leme transformou a orla do Rio de Janeiro em um protesto em defesa do acesso público às praias. A manifestação alertou para o risco de que mudanças na ocupação e na propriedade de áreas costeiras restrinjam o direito da população de chegar ao mar — uma preocupação que alcança praias de todo o país, inclusive nos litorais de Alagoas e Pernambuco.
O ato criticou a chamada PEC das Praias, relatada no Senado por Flávio Bolsonaro. A proposta trata da transferência de terrenos de marinha — áreas da União próximas ao litoral — para estados, municípios e ocupantes particulares. Embora o texto não determine expressamente a privatização da faixa de areia, críticos temem que a mudança facilite o controle privado de áreas vizinhas e dificulte o acesso livre à praia.

A preocupação também se relaciona ao Projeto 28, parceria entre a incorporadora Due e a NR Sports, empresa ligada a Neymar. O plano prevê 28 empreendimentos de alto padrão distribuídos por oito praias, de Muro Alto, em Pernambuco, a Japaratinga, em Alagoas. Em Tamandaré, o Ministério Público de Pernambuco pediu a suspensão das autorizações para uma das obras e cobrou estudos sobre possíveis impactos ambientais e sobre o acesso às praias.
Não há confirmação de que Neymar tenha comprado uma faixa de areia para privatizá-la. O que está documentado é sua associação empresarial ao projeto imobiliário. A PEC relatada por Flávio Bolsonaro e os empreendimentos da Due com a NR Sports são iniciativas distintas, embora tenham se cruzado no debate público sobre o futuro do litoral.
Com a faixa aberta diante do mar, os manifestantes fizeram um alerta que vai além de Copacabana e do Leme: praias são espaços de uso coletivo, e qualquer mudança que ameace o acesso da população merece debate público, transparência e fiscalização.
Mais lidas
-
1COMPORTAMENTO
Apartamento, jatinhos e festa: O que o caso Yasmin Brunet e Vorcaro revela sobre a dinâmica dos relacionamentos sugar
-
2ELEIÇÕES 2026 | FUTEBOL E POLÍTICA
Torcidas organizadas do Palmeiras, finalista da Libertadores, participam de ato pela reeleição de Lula na Avenida Paulista; veja imagens
-
3SAÚDE
Suco verde para o café da manhã: veja como preparar essa bebida refrescante
-
4A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
5EXTREMISTA EXALTADO
Panelaço contra Flávio em Maceió termina com porteiro que participava do ato com moradores e vizinhos levado pela polícia; morador denunciou intimidação bolsonarista