Política

“Uma coisa é discutir política, outra é apagar a história”, diz Ronaldo Lessa ao lembrar obras de Lula em Alagoas; veja vídeo

Redação 23/10/2026
“Uma coisa é discutir política, outra é apagar a história”, diz Ronaldo Lessa ao lembrar obras de Lula em Alagoas; veja vídeo
Ronaldo Lessa, que governou Alagoas entre 1999 e 2006, relembra investimentos realizados durante os governos Lula e defende o reconhecimento das transformações ocorridas no Nordeste.

Às vésperas do segundo turno, ex-governador recorda inauguração do aeroporto de Maceió, expansão do ensino superior, Canal do Sertão e programas sociais; “Não me contaram essa história. Eu vivi”, afirma.

O ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa voltou às redes sociais nesta reta final do segundo turno das eleições presidenciais para defender o legado das administrações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste, especialmente em Alagoas. Em vídeo, Lessa rebate questionamentos sobre as realizações do petista e apresenta um relato de quem, segundo suas próprias palavras, participou diretamente de importantes transformações no estado.

“Tem gente que pergunta o que o Lula fez para o Nordeste. Depois eu vou refrescar a memória. Eu fui governador de Alagoas, não me contaram essa história. Eu vivi”, declarou.

Governador de Alagoas entre 1999 e 2006, Ronaldo Lessa comandava o estado durante o primeiro mandato presidencial de Lula, iniciado em janeiro de 2003. No pronunciamento, ele recorda investimentos federais em infraestrutura, educação, abastecimento de água e programas sociais.

A manifestação ocorre a poucos dias da votação deste domingo (25), quando os brasileiros retornarão às urnas para escolher o presidente da República.

Aeroporto de Maceió e expansão das universidades

Um dos primeiros acontecimentos lembrados por Lessa foi a inauguração do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em setembro de 2005, realizada com a presença do então presidente Lula.

“Em 2005, inaugurei ao lado do presidente Lula o novo aeroporto internacional de Maceió”, afirmou.

A inauguração aconteceu em 16 de setembro de 2005. O empreendimento recebeu investimentos de aproximadamente R$ 217 milhões, segundo registros da época divulgados pelo Senado Federal.

O ex-governador também destacou a criação das universidades estaduais de Alagoas, a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), além da política federal de interiorização do ensino superior.

“Com o apoio do governo federal, criamos as universidades estaduais Uneal e Uncisal. Naquele período, o governo Lula realizou a interiorização das universidades federais, levando a educação superior para o interior de Alagoas”, disse.

O depoimento reúne iniciativas das administrações estadual e federal que, conforme Lessa, contribuíram para ampliar as oportunidades de formação acadêmica e profissional dos alagoanos.

Canal do Sertão: obra iniciada por Lessa e impulsionada com recursos federais

Outro ponto central do pronunciamento foi o Canal do Sertão, um dos maiores projetos de infraestrutura hídrica de Alagoas, concebido para ampliar o acesso à água e favorecer o desenvolvimento econômico e social da região semiárida.

Lessa reivindicou sua participação no início do empreendimento e destacou a importância dos recursos federais para a continuidade da obra.

“O Canal do Sertão, iniciei aquela obra em 2002. Mas com Lula na Presidência, conseguimos recursos federais para dar continuidade a esse projeto que está levando água para o nosso Sertão.”

Ao recordar a parceria entre os governos estadual e federal, o ex-governador ressaltou que projetos estruturantes dependem de continuidade administrativa e de investimentos que ultrapassam os mandatos de seus idealizadores.

Bolsa Família, Luz para Todos e escolas técnicas

Na sequência, Ronaldo Lessa relacionou políticas sociais e educacionais implementadas durante os governos Lula.

“Teve Luz para Todos, Bolsa Família, Fome Zero e a criação de sete escolas técnicas por toda Alagoas”, enumerou.

O Programa Luz para Todos, lançado em 2003, buscou ampliar o acesso à energia elétrica, sobretudo nas comunidades rurais. Já o Bolsa Família e o Fome Zero integraram as principais iniciativas federais de enfrentamento à pobreza e à insegurança alimentar.

Lessa também destacou a expansão da educação profissional, associando a implantação de unidades de ensino técnico à ampliação de oportunidades para a população alagoana.

Apesar de defender os resultados dessas políticas, o ex-governador reconheceu que elas não eliminaram todos os problemas sociais e econômicos da região.

“Essas conquistas não resolveram todos os problemas, mas fizeram parte de uma transformação que marcou Alagoas e o Nordeste”, afirmou.

“Eu estava lá”: ex-governador faz defesa da memória política

Na parte final do vídeo, Ronaldo Lessa adotou um tom de testemunho pessoal, ressaltando que suas declarações se baseiam na experiência de quem esteve à frente do Executivo estadual durante parte do período mencionado.

“Eu vi as dificuldades, participei das conquistas, porque uma coisa é discutir política, outra coisa é apagar a história.”

A frase sintetiza o principal argumento da manifestação: para o ex-governador, as divergências eleitorais não devem impedir o reconhecimento de políticas públicas e investimentos realizados ao longo das últimas décadas.

Lessa encerrou o pronunciamento reafirmando sua condição de testemunha dos acontecimentos.

“E essa história eu conheço, porque eu estava lá. E agora estou aqui para poder lembrar.”

O posicionamento se soma às manifestações recentes do ex-governador em apoio à reeleição de Lula. No início de outubro, ele já havia declarado publicamente seu voto no presidente, associando sua escolha à defesa da democracia, da liberdade e da soberania nacional.

Na ocasião, Lessa afirmou que, apesar de ter críticas ao governo, sua opção eleitoral estava relacionada aos princípios que orientaram sua trajetória política.

VEJA O VÍDEO: Ronaldo Lessa relembra investimentos dos governos Lula em Alagoas e afirma que discutir política não significa apagar a história.