Política
Após votar, Alckmin cita pesquisas, pede participação e critica quem 'tem saudade de ditadura'
Candidato à vice-presidência comenta expectativas eleitorais e defende a democracia.
O candidato à vice-presidência, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo, 4, que as pesquisas divulgadas na véspera apontam, na avaliação dele, dois cenários para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): uma vitória no primeiro turno ou a chegada ao segundo em vantagem. Alckmin, porém, disse que agora é preciso aguardar o resultado das urnas.
"Variando as pesquisas, o que todas mostram é que o presidente Lula ou ganha no primeiro turno, ou vai para o segundo turno com vantagem", afirmou após votar na zona oeste de São Paulo.
Alckmin também fez um apelo para que os eleitores participem da votação, inclusive aqueles para quem o voto é facultativo. "Eu acredito que a participação será muito grande", disse. Ele citou uma pessoa que chegou ao local com auxílio de um andador. "Acho que é um exemplo de cidadania. É uma aula para a gente de cidadania."
Ao falar sobre democracia, o candidato fez uma crítica a quem manifesta simpatia pela ditadura militar. "É muito clara a diferença: quem acredita na democracia, quem respeita a democracia, quer aprimorá-la", afirmou, citando a reforma política defendida por Lula. Na sequência, acrescentou: "Quem tem saudade de ditadura, cujo ídolo é Carlos Alberto Brilhante Ustra, não devia nem pleitear o voto popular."
Alckmin também recorreu a episódios de sua própria trajetória para defender cautela até o fim da apuração. Lembrou de uma eleição municipal em 1976 na qual chegou a acreditar que havia perdido, mas acabou vencendo por 67 votos após a abertura das últimas urnas. Também recordou a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2000, quando disse ter chegado a abrir cerca de 30 mil votos de vantagem na briga por uma vaga no segundo turno, mas terminou atrás por aproximadamente 7 mil votos.
"Já tive as duas coisas, democracia é assim", resumiu, ao mencionar uma virada a seu favor e outra contra ele.
No início da entrevista, Alckmin também lembrou que 4 de outubro é dia de São Francisco de Assis e citou o religioso como "um exemplo de humildade e compaixão". Disse ainda que o sentimento ao fim da campanha era de gratidão pela recepção encontrada durante as viagens pelo País.
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