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PF pede a Moraes que decida sobre destino de armas de Bolsonaro; veja espingarda presenteada a ex-presidente

Polícia Federal submete ao ministro registros de procedimentos que tratam do arsenal do ex-presidente apreendido após a manutenção de sua prisão domiciliar

Agência O Globo - 11/08/2026
PF pede a Moraes que decida sobre destino de armas de Bolsonaro; veja espingarda presenteada a ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: © Foto / Rosinei Coutinho / STF

A Polícia Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decida o destino das armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que foram recolhidas após a manutenção da prisão domiciliar humanitária do ex-chefe do Executivo.

A corporação afirmou ter dúvidas sobre como tratar os armamentos, uma vez que as apreensões não são resultado de investigação criminal, mas do cumprimento de uma ordem no processo que acompanha a execução penal de Bolsonaro. A investigação sobre a pistola do ex-presidente, apreendida durante uma blitz do bafômetro no Distrito Federal, foi conduzida pela Polícia Civil.

A PF esclarece que a definição sobre o destino das armas não é uma de suas atribuições, cabendo a Moraes decidir se elas serão encaminhadas ao Comando do Exército, conforme previsto em resolução do Conselho Nacional de Justiça, ou se será determinada outra providência. A Polícia Federal informa que vai guardar o arsenal na Superintendência em Brasília até a decisão de Moraes.

Há dois procedimentos em aberto na PF sobre as armas de Bolsonaro: um referente a 21 itens, entre armas, munições e apetrechos bélicos entregues pelo ex-presidente à PF e pelo Exército; e um sobre a espingarda que seria um presente ao ex-chefe do Executivo, apreendida em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.

A lista das armas de Bolsonaro inclui sete pistolas, duas espingardas e duas carabinas/fuzis, de calibres permitidos e restritos - entre elas a pistola Glock calibre 9 milímetros, apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do DF a um militar do Exército que integrava a equipe de segurança de Bolsonaro.