Poder e Governo
Saiba como será o primeiro debate para governo do Rio de Janeiro neste domingo
Além de Eduardo Paes (PSD), participarão do encontro Douglas Ruas (PL), Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo)
Os candidatos ao governo do Rio ficarão frente a frente pela primeira vez no domingo, durante o debate da TV Band. Marcado para 20h, o encontro se dá ainda no período pré-eleitoral, já que a campanha só começa no dia 16, e a tendência é que o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) seja o principal alvo.
Pedido de desculpas, compromisso e pesquisas:
De R$ 36 mil para R$ 3,8 milhões:
Além de Paes, participam Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo). Eles são os únicos candidatos cujos partidos têm representação mínima de cinco parlamentares no Congresso.
Paes repetirá o mote que vem adotando na pré-campanha, de que um mesmo grupo comandou o estado por oito anos, com Wilson Witzel e Cláudio Castro, resultando numa sucessão de crises. Ex-secretário de Cidades, Douglas Ruas seria a continuação desse modelo, segundo o discurso do ex-prefeito. Ele continuará martelando, por exemplo, a ideia de que a política do Rio virou uma “organização criminosa”, sempre associando Ruas a políticos como Castro e o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, que está preso.
Idade como trunfo
Ruas, por sua vez, pretende se vender como novidade, valendo-se dos 37 anos de idade. Tentará ainda mostrar aspectos de sua trajetória e “preparo” para assumir o governo.
Na segurança, o candidato do PL pretende dizer que a esquerda sempre passou pano para o problema — e, como Paes é apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), associá-lo a isso. A nacionalização é uma das apostas do início da campanha, já que Ruas precisa comunicar ao eleitorado bolsonarista que ele é o candidato apoiado pela família do ex-presidente.
A tendência é que Garotinho dispare críticas duras aos adversários, como vem fazendo nas redes sociais e em entrevistas. O desafio para Paes, na avaliação de aliados, é não embarcar na onda do ex-governador. Para eles, o ex-prefeito precisa passar a imagem de que é o “adulto na sala”.
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