Poder e Governo
Flávio Bolsonaro e aliados usam empréstimo de empresária alvo no caso INSS a ex-assessor de Lula para desgastar presidente
Marcola afirmou que recebeu ‘com surpresa’ a repercussão do caso; governistas ainda não se posicionaram
Parlamentares da oposição obtiveram as redes sociais nesta terça-feira para ampliar as críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva, após a divulgação de que o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro , conhecido como Marcola, recebeu um empréstimo da empresária Roberta Luchsinger , investigada pela Polícia Federal em apurações relacionadas ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes , conhecido como "Careca do INSS". O ex-assessor afirma que o valor foi um empréstimo pessoal e que a dívida já foi quitada.
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o caso representa a entrada do “roubo dos aposentados do INSS” no gabinete presidencial. Em publicação no X , o parlamentar parlamentar reportagem sobre o caso e escreveu que um lobista do Careca do INSS “mandou dinheiro” para Marcola.
Na mesma linha, o deputado federal Mauricio Marcon (Podemos-RS) republicou a postagem de Flávio Bolsonaro e ironizou o governo.
“Chegou na ‘alma mais honesta’ deste país... quem poderia imaginar né?”, escreveu.
A ocorrência da oposição ocorre após a divulgação de que a Polícia Federal investiga uma transferência feita por Roberta Luchsinger para o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência. Segundo Marcola, os recursos corresponderam a um empréstimo pessoal, já quitado, sem qualquer relação com suas funções no governo.
Roberta Luchsinger é investigada pela PF em apurações que envolvem o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha. Ela também é apontada nas investigações por manter relações com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de comandar um esquema de fraudes com descontos indevidos em benefícios de aposentados. Os pesquisadores buscam a origem e a especificamente dos recursos transferidos ao ex-assessor presidencial.
Em nota divulgada após a publicação da reportagem, Marcola afirmou que recebeu "com surpresa" a repercussão do caso e sustentou que "um empréstimo pessoal contraído e já quitado" está sendo tratado como se fosse ilegal. “Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, disse.
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