Poder e Governo
Aliados de Tereza Cristina afirmam que ela se dispõe a ser vice de Flávio e tentará reverter a neutralidade da federação União-PP
Cúpula nacional dos partidos ainda mostra resistência a apoiar candidato do PL, mas consultará diretórios estaduais
Integrantes do PP afirmaram que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) comunicou o desejo de ser candidata a vice-presidente na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ela é vista como o "nome ideal" pela cúpula do PL. Uma eventual aliança, contudo, precisa ser confirmada pelo partido da parlamentar e pelo União Brasil, com quem a sigla forma uma federação. As duas legendas têm indicado que vão adotar neutralidade na disputa presidencial.
Depois de relutar em aceitar disputar o cargo e ter negado interesse em participar da chapa em conversa com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na semana passada, a senadora teria comunicado ontem o recuo a integrantes do PP. Procurada, a senadora não se manifestou.
De acordo com integrantes do PP ouvidos pelo GLOBO, o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), decidiu então questionar outros integrantes da Executiva Nacional sobre a entrada da senadora na chapa. Entretanto, a maioria do grupo optou pela neutralidade na disputa presidencial.
Apesar disso, a avaliação é que ainda haverá consultas aos diretórios estaduais da legenda para saber qual posição o partido deve adotar na disputa presidencial, deixando aberta a possibilidade de Tereza ser anunciada como vice de Flávio.
Um membro da Executiva Nacional do PP avalia que o cenário de neutralidade está consolidado e que o partido nem planeja fazer uma convenção nacional, já que não haveria o que decidir sobre apoio às candidaturas presidenciais.
Outro integrante da cúpula também afirma que o cenário mais provável é a neutralidade e que a articulação envolvendo Tereza representa mais uma pressão do PL para que a neutralidade seja revista do que um movimento que realmente existe no PP. Apesar disso, essa mesma pessoa não descarta uma mudança de posição em relação à neutralidade até o fim do período das convenções, que vai até o dia 5 de agosto.
O líder do PP na Câmara, Doutor Luizinho, esteve na semana passada no Palácio da Alvorada, quando disse ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o partido tinha optado pela neutralidade. De acordo com relatos, o deputado foi ao encontro a pedido de Ciro Nogueira, que faz oposição ao PT no Piauí, mas tenta se reeleger senador e tem feito elogios a Lula em eventos de pré-campanha.
A relação de proximidade entre Flávio e Daniel Vorcaro, protagonista do escândalo de fraude financeira do banco Master, tem afastado o apoio dos partidos do Centrão ao candidato do PL.
Apesar disso, Flávio e a cúpula do PL ainda tentam uma reaproximação com a federação União-PP para evitar que sua candidatura chegue isolada na campanha presidencial.
O presidente do PP, Ciro Nogueira, que já foi alvo de operação da Polícia Federal por investigar o uso de seu mandato para beneficiar Vorcaro, foi um dos principais responsáveis pelo afastamento.
O dirigente partidário tem negado irregularidades e se queixado a aliados da forma como Flávio tratou o episódio da operação da PF, adotando distanciamento político.
Diante do cenário de enfraquecimento de Flávio, os partidos que antes avaliavam apoiá-lo, pretendem deixar cada estado livre para construir uma aliança com o projeto presidencial que mais beneficiar a legenda na eleição para deputado.
Mais lidas
-
1A CONTA NÃO FECHA
Pastor em Delmiro, salário em Maceió: folha aponta jornada de 40 horas a 290 km de distância na prefeitura de JHC/Cunha
-
2RODOVIAS
Obras da ponte entre Penedo (AL) e Neópolis (SE) avançam e ultrapassam 60% de execução
-
3SEGURANÇA PÚBLICA
Homem apontado como integrante de 'Equipe Caos' do CV no Morro do Fubá morre em confronto com PMs
-
4DESASTRE CLIMÁTICO.
Poderoso furacão Polo castiga a costa do México enquanto Nolo se dirige para o Havaí.
-
5
Vereadora eleita no Maranhão faz sexo dentro do Cartório