Poder e Governo
Genial/Quaest: Tarcísio tem 41% das intenções de voto e abre 15 pontos de vantagem sobre Haddad em SP
Em um eventual segundo turno, atual governador venceria o ex-ministro da Fazenda por 48% a 32%
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém a frente do ex-ministro Fernando Haddad (PT) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29), Tarcísio possui 41% das intenções de voto, contra 26% do petista no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na sequência, aparecem Vera Lúcia (PSTU, 3%), Carlos Machado (PCB, 1%) e Vivian Mendes (UP, 1%). O levantamento mostra também que 13% dos entrevistados estão indecisos, enquanto os brancos e nulos representam 15%.
Em abril, a Quaest mostrou Tarcísio com 38% da preferência dos convidados, contra os mesmos 26% de Haddad.
Ao contrário de pesquisas anteriores, não houve a inclusão de muitos candidatos. Em abril, a Quaest testou os nomes de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), mas ambos desistiram de disputar as eleições para o Executivo paulista. Na ocasião, cada um aparecia com 5% dos interesses de voto.
Em um cenário de segundo turno, Tarcísio aparece com 48% dos votos, ante 32% de Haddad. Há dois meses, o atual governador registrou 49% da preferência dos entrevistados, contra os mesmos 32% de Fernando Haddad.
A Questão também falou aos entrevistados se suas escolhas eram definitivas ou temporárias. Para 53% deles, as escolhas são definitivas (ante 48% em abril); outros 45% podem mudar de opinião (eram 51% há dois meses). A inclusão de ambos também foi medida; enquanto 37% não votaram em Tarcísio, 58% afirmam não escolher Haddad. Em abril, os índices eram de 38% e 58%, respectivamente.
A aprovação do governo estadual apresentou mudança dentro da margem de erro, em comparação com o levantamento anterior. Em abril, 54% aprovaram a gestão de Tarcísio; em julho, 55% dos entrevistados aprovaram. A desaprovação manteve-se estável em 29%, enquanto 16% não responderam em julho, ante 17% em abril.
Para a pesquisa atual, a Quaest reuniu 1.650 eleitores do estado de São Paulo, com mais de 16 anos, entre os dias 23 e 27 de julho. O nível de confiança é de 95%, o que significa uma quantidade de vezes que se espera que a amostra utilizada represente de fato a população. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com os números BR-09998/2026 E SP-04846/2026.
Em evento que contou com a presença do presidente Lula e que ocorreu em Campinas, no sábado (25), a chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições estaduais de 2026 foi anunciada. O vice é o ex-ministro Márcio França (PSB). Na disputa pelo Senado, outras duas ex-ministras: Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Os quatro estiveram presentes no encontro, assim como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que será cancelado na composição com o petista nas eleições presidenciais.
No discurso, Haddad comparou as eleições anteriores do PT contra o PSDB, que foram “disputas bonitas”, ao contrário do enfrentamento ao bolsonarismo a partir de 2018. Os tucanos comandaram São Paulo por sete mandatos, totalizando 28 anos, dos quais Alckmin esteve à frente do estado em quatro deles.
"No tempo do PSDB, a gente disputava para ver quem fazia mais para a população. O que é possível disputar com ele (Tarcísio), se tudo está indo para trás? Dar uma medalha para o Milei, que tem 30% de aprovação e está dando carne de burro para o argentino comer? A qualidade da urna eletrônica? Essas caras querem voltar para a Idade da Pedra, querendo discutir se mulher tem direito a votar ou não", afirmou Haddad, referindo-se à mesma que Tarcísio deu a Milei no Sábado, no Palácio dos Bandeirantes, antes da convenção do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Já Tarcísio parte para tentar a reeleição apostando em boa aprovação de sua gestão (54%, segundo a quarta de abril). Para isso, vai contar com entregas, mesmo que parciais, como os casos do Rodoanel e do monotrilho da Linha 17-Ouro . Além disso, utilizará como mote da campanha a dispersão da Cracolândia e a privatização da Sabesp .
Um de seus cabos eleitorais será o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que disponibilizará a máquina da prefeitura em favor do governador, o que já fez em 2022, mas com o então governador Rodrigo Garcia , que estava no PSDB e agora migrou para os Republicanos de Tarcísio. Na ocasião, Garcia terminou em terceiro e não foi sequer ao segundo turno.
Antes de planejar surfar em índices de aprovação positivos, Tarcísio atuou para agregar um grande número de partidos ao seu redor. Ao todo, ele terá 12 legendas o apoiando, contra sete de Fernando Haddad.
Enquanto vê números positivos, Tarcísio se equilibra entre a centro-direita e o bolsonarismo. Como mostrado O GLOBO nesta terça-feira (28), devido à alta exclusão de Flávio Bolsonaro , o governador planeja agendas conjuntas com o presidente apenas em regiões onde já há "convertidos". Com isso, a capital e a Região Metropolitana deverão ficar de fora, pelo menos por hora, de eventos casados.
A preocupação da "contaminação" com as "encrencas" de Flávio, segundas palavras de um aliado, tem como justificativa o fato do atual governador ter perdido para Haddad nas duas áreas. Há quatro anos, embora tenha conseguido sucesso em 566 das 645 cidades paulistas, Tarcísio foi superado pelo petista na capital e na Grande São Paulo, onde obteve cerca de 600 mil votos a menos.
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