Poder e Governo
Lula alfineta Trump em fala a diretor da OMS: 'Como um país que não é rico como os EUA consegue garantir tratamento de saúde?'
Petista esteve no Hospital Federal do Andaraí acompanhado de Tedros Ghebreyesus, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o governador do Rio, Ricardo Couto
O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) alfinetou o presidente americano Donald Trump durante uma agenda no Rio de Janeiro, na qual acompanhou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma visita ao Hospital Federal do Andaraí. Dirigindo-se a Tedros, o petista criticou Trump por anunciar cortes nas verbas dos Estados Unidos destinadas à OMS e fez elogios ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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— Quando você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar a verba da Organização Mundial da Saúde, diga a ele como é que um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá um presidente da República. Aqui, uma pessoa pobre que precisar fazer radioterapia fará o mesmo tratamento que o Trump fará, que o Xi Jinping fará, que o Putin fará — disse Lula.
Após a fala, o petista retirou o chapéu e mostrou o couro cabeludo aos presentes. Ele concluiu, em junho deste ano, um ciclo de 15 sessões de radioterapia preventiva após retirar da região um carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele diagnosticado.
Além de Tedros e Lula, estiveram no evento o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT) e o governador em exercício do Rio, o desembargador Ricardo Couto. Antes do discurso, o presidente conheceu ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), unidades odontológicas móveis e motocicletas utilizadas no atendimento de emergência.
No discurso, Lula afirmou que convidou o diretor-geral da OMS para conhecer de perto o SUS e 'mostrar ao mundo que é possível oferecer atendimento de qualidade à população, independentemente da renda'. Em seguida, Lula reforçou que o acesso à saúde não deve depender da renda da população.
— Não é a conta bancária que deve salvar uma pessoa. Quem deve salvar as pessoas é o compromisso do Estado brasileiro de devolver para o povo aquilo que consegue arrecadar. Tratamento de saúde não é para rico; é para quem está doente — afirmou.
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