Poder e Governo
Presidente do PL diz que dirigentes da federação União-PP garantiram aliança no Rio: ‘Fazemos política honrando a palavra’
Segundo Altineu Côrtes, desembarque do então vice da chapa de Douglas Ruas para o governo do Rio foi pessoal e não abala o apoio dos partidos
Diante dos impasses na chapa de Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio, o PL afirma que tem a garantia de permanência da federação União-PP na aliança. O presidente da Assembleia Legislativa foi oficializado como postulante ao Palácio Guanabara sem ter um vice definido, e há ainda uma vaga para o Senado pendente na coligação — a outra é de Carlos Portinho, do próprio PL.
— Fazemos política honrando a palavra, e nós temos a palavra do deputado Luizinho, presidente do PP, e do Antonio Rueda, que é o presidente da federação: a federação estará aqui na coligação — afirmou o presidente estadual do PL, Altineu Côrtes.
Depois da convenção do partido que formalizou sua candidatura, Ruas seguiu a mesma linha:
— O presidente da federação aqui no Rio é o Antonio Rueda, e ele falou conosco que estará na nossa coligação. Estamos ainda alinhando os últimos detalhes para de fato levar o registro de candidatura — disse.
A crise na chapa se acentuou no último fim de semana, quando o então vice, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP), anunciou a saída do projeto. Ao mesmo tempo, o partido dele passou a costurar uma neutralidade no Rio, o que beneficiaria o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que conta com o apoio informal de diversos quadros do PP.
Convenção oficializa Douglas Ruas
A despeito de ter sido secretário no governo Cláudio Castro (PL), Ruas criticou os "indicadores pífios na área de Educação", a situação da segurança pública e os números de emprego e renda no estado durante a convenção do partido. Também avaliou que a quantidade de secretarias na gestão era exagerada e nacionalizou o discurso ao abordar a candidatura de Paes, apoiado pelo presidente Lula.
— Não queremos o candidato do PT à frente do estado do Rio de Janeiro. As pessoas não aguentam mais. Foram quatro anos de desmanche. O crime organizado avançou, restringiram a atuação da Polícia Militar e da Polícia Civil — alegou.
Em outro momento de menção ao jogo nacional, saudou o gesto de Flávio de pedir desculpas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, de quem é enteado. Ambos participaram da cerimônia por ligação de vídeo.
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