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Lula pede a sindicalista críticas mais duras a presidente da Fiesp após tarifas dos EUA; veja vídeo

Cobrança foi feita ao presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto

Agência O Globo - 21/07/2026
Lula pede a sindicalista críticas mais duras a presidente da Fiesp após tarifas dos EUA; veja vídeo
- Foto: Mandel Ngan/Pool Photo via AP.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que as centrais sindicais adotem uma posição mais firme no enfrentamento à postura de Paulo Skaf , presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sobre as tarifas impostas pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros.

A Fiesp atribuiu ao governo de Lula a responsabilidade pela decisão dos Estados Unidos de importar uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras.

Em nota divulgada na semana passada, a entidade declarou que "ruídos diplomáticos transitórios, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington" prejudicaram a relação bilateral e desenvolveram para a adoção da medida.

A solicitação foi feita por Lula ao presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto , durante a convenção do PDT na segunda-feira, que oficializou o apoio do partido à reeleição do petista. O GLOBO registrou o momento em que o presidente da República conversou com Neto no palco do evento, logo após seu discurso. Procurado, Neto declarou que o presidente pediu um enfrentamento mais contundente das centrais.

— Ele disse que as centrais precisam ir até a porta da Fiesp. Nós discutimos se iríamos ou não. Eu mencionei que já estamos fazendo o enfrentamento. Apenas não fomos à porta para não promover o Skaf. Essa cara parece ter perdido a vergonha na cara — afirmou Neto.

O evento de segunda-feira ratificou o apoio do PDT à reeleição de Lula. O partido foi o primeiro a declarar seu endosso ao petista. O ato foi marcado por críticas a Trump e pela defesa da soberania brasileira, que deverá ser uma das principais bandeiras de Lula na campanha eleitoral.

Em sua fala, o chefe do Executivo desafiou o secretário de Estado americano , Marco Rubio , a montar um comitê no Brasil para apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula nas próximas eleições.

— Hoje não temos um, mas sim traidores que vão aos Estados Unidos solicitando punições ao Brasil — disse Lula. — Se o secretário do Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte o comitê, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país.