Poder e Governo
Presidente do PT diz que Jaques Wagner, alvo da Polícia Federal, é 'motivo de orgulho'
Declaração de Edinho Silva reforça apoio ao senador após ações da PF.
O presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva , afirmou nesta quarta-feira que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é um "motivo de orgulho para todos nós no Brasil" e que a história do ex-líder do governo no Senado é de "dignidade e honestidade". A declaração veio à tona em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF), que apura se o senador atuou a favor dos interesses do Banco Master, de Daniel Vorcaro, no Congresso, em troca de "vantagens indevidas".
Durante o lançamento nacional dos Comitês Populares de Luta , em Salvador (BA), Edinho declarou: — Tem um homem na Bahia que é motivo de orgulho para todos nós no Brasil inteiro, e esse homem é Jaques Wagner. Ele tem história e a história dele é de dignidade e honestidade.
A declaração reafirma o apoio público de membros do partido a Wagner após a ação da PF. Na ocasião, Edinho defendeu o senador, afirmando que ele é o "depositário" de toda confiança; o PT da Bahia também registrou “confiança total e plena”. A ação da PF, ao atingir o então líder do governo no Senado, suspendeu o PT e o Palácio do Planalto para dentro do escândalo envolvendo as fraudes de Daniel Vorcaro.
Questão institucional do governo Lula
segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, para 43% dos entrevistados, o caso de Jaques Wagner com o Mestre é uma "questão institucional do governo Lula", enquanto 35% consideram ser "uma questão pessoal" do senador. Nesta pergunta, 22% não souberam ou não responderam.
A sondagem também revelou que seis em cada dez brasileiros (61%) acreditam que Wagner agiu de forma errada no caso Master. Apenas 11% afirmaram à Quaest que “não houve nada de errado” no caso, e 28% não descobriram ou não responderam. O levantamento aponta ainda que 62% do eleitorado vê impactos negativos da investigação contra Jaques Wagner para a campanha de Lula à reeleição — 37% apontam que o caso impacta "muito características", enquanto 25% citam impacto negativo, "mas só um pouco". Outros 22% afirmam que a purificação da PF “não impacta níveis”.
Na segmentação da pergunta por posicionamento político, a maioria dos lulistas (54%) distancia-se da apuração do governo, afirmando ser uma questão pessoal de Jaques Wagner, enquanto seis em cada dez direitistas (62%) e bolsonaristas (62%) apontam o elo institucional no caso.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026. O Genial/Quaest fez entrevistas com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, de 10 a 13 de julho, pelo país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.
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