Poder e Governo
Lula vai explorar rejeição a Flávio com ataques que miram desgastes sobre Michelle e Master após Quaest indicar flanco em caso Jaques Wagner
Campanha petista vai mirar na perda de credibilidade do senador, explorando contradições na conduta de Flávio Bolsonaro
A campanha do presidente Lula *pretende intensificar os ataques* à relação de seu adversário com o caso Master e os desgastes provocados pela disputa entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados de Lula identificaram um ponto de atenção: 37% dos eleitores percebem impacto negativo nas investigações que envolvem o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o caso Master.
A rejeição a Flávio era de 52% em abril, antes da série de crises que o cercaram. Os aliados de Lula acreditam que esse aumento se deve a esses desgastes. A estratégia petista vai focar nas contradições de Flávio em relação ao Banco Master, ressaltando que o senador aponta opositores como envolvidos com a instituição financeira enquanto mantém uma relação próxima com Daniel Vorcaro. A disputa com Michelle Bolsonaro também será utilizada para desgastá-lo, argumentando que, apesar de se afirmar defensor de valores cristãos, Flávio se enfrenta à própria família, atacando a madrasta, mãe de sua irmã mais nova.
A mesma linha de ataque será aplicada em relação à defesa de Flávio sobre a segurança pública: enquanto ele exige rigor na área, tem aliados políticos que supostamente possuem ligações com o crime organizado. A conduta de "vai e volta" de Flávio sobre esses temas vai guiar o ritmo dos ataques até o registro da candidatura do presidenciável do PL. Após isso, os petistas prometem aumentar a artilharia contra ele e buscar ampliar a distância entre o senador e Lula. Pesquisas apontam que, em um possível segundo turno, o petista teria 45% das intenções de voto, contra 37% para o senador.
Em relação à operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, aliados afirmam que o levantamento indica perda de votos para Lula, mas acreditam que a distância entre o episódio e o dia da eleição pode ajudar a amenizar a situação. Ao serem questionados se a operação prejudica o presidente, é natural que um terço dos entrevistados responda que sim, mas a expectativa é que isso não resulte em desgaste direto para Lula nas semanas seguintes.
A três meses da eleição, o levantamento revela que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, enquanto 47% desaprovam sua gestão. Este é o primeiro momento, desde dezembro de 2024, em que o índice positivo supera numericamente o negativo. A rejeição a Lula caiu três pontos entre junho e julho (de 53% para 50%).
Os petistas observam um claro efeito do pacote de medidas do governo nos últimos meses, incluindo o Desenrola 2.0, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o fim da Taxa das Blusinhas e a ampliação do crédito.
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