Poder e Governo
Indicado ao STF, Messias intensifica articulação no Senado: 'Não vou sair daqui nenhum dia'
Sabatina e votação do nome de Jorge Messias estão marcadas para 10 de dezembro
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou nesta terça-feira (28) o corpo a corpo com parlamentares no Senado.
A sabatina e a votação de sua indicação no plenário da Casa estão agendadas para o dia 10 de dezembro. Messias afirmou que buscará apoio de todos os senadores, tanto da oposição quanto da base governista, nos próximos dias. Segundo ele, já conversou com três parlamentares e negou qualquer mal-estar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
— Já falei com os senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Lucas Barreto (PSD-PA) e Otto Alencar (PSD-BA). Foram ótimas conversas. Eu não vou sair do Senado nenhum dia, vou estar aqui todos os dias. Está tudo bem com o Davi, falo com ele toda semana, o clima está ótimo — declarou Messias.
O início das articulações ocorreu no mesmo dia em que Alcolumbre marcou a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator da indicação será o senador Weverton Rocha (PDT-MA), aliado de Alcolumbre.
— Dentro do rito natural de apreciação de autoridades, quero esclarecer sobre a indicação do presidente Lula. Tomei conhecimento pela imprensa da decisão do governo, com um Diário Oficial extra informando a decisão institucional de indicar Jorge Messias para esta vaga. Tendo conhecimento, conversei com o senador Otto Alencar (PSD-BA), a quem cabe a CCJ. Estabelecemos um calendário para sabatina e deliberação da autoridade na CCJ e depois no plenário do Senado. A mensagem será lida no dia 3 de dezembro. No dia 10 faremos a sabatina na CCJ e a deliberação no plenário do Senado — explicou Alcolumbre.
A escolha de Jorge Messias aumentou o mal-estar entre o governo e o Senado. O preferido de Davi Alcolumbre e da maioria dos senadores era o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Além disso, Alcolumbre não foi informado previamente pelo governo sobre a decisão, tomada na última quinta-feira, o que ampliou o descontentamento do senador com o Planalto.
Messias chegou a publicar uma carta dirigida a Alcolumbre, na qual afirmou ser seu “dever” colocar-se desde já à disposição do presidente do Senado para o escrutínio constitucional.
O texto destaca a trajetória de Messias no próprio Senado, onde trabalhou anos atrás sob acolhimento do atual presidente da Casa.
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