Poder e Governo
Arthur Lira afirma que prisão de Bolsonaro 'não se justifica' e reacende polarização
Ex-presidente da Câmara critica decisão e fala em 'criminalização da política'
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manifestou-se neste sábado (data) em suas redes sociais para criticar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lira, a medida "não se justifica" e contribui para a "criminalização da política" no país.
“A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro não se justifica e reabre as feridas da polarização política que turva o futuro do Brasil. Nenhum país pode se orgulhar de ter seus últimos presidentes presos. Já faz mais de uma década que essa marcha e contramarcha prejudica a economia, a geração de empregos e criminaliza a política”, declarou Lira.
Durante o governo Bolsonaro, Lira integrou a base aliada e apoiou a tentativa de reeleição do ex-presidente em 2022. Após as eleições, o deputado manteve diálogo aberto com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem, no entanto, romper politicamente com Bolsonaro, principal adversário do petista.
Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão aponta risco de fuga e a inviabilidade de manter o ex-presidente em prisão domiciliar.
De acordo com o despacho, a tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro foi violada pouco depois da meia-noite deste sábado. O documento também menciona uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a porta do condomínio onde o ex-presidente reside.
A defesa de Bolsonaro argumenta que a medida é injustificada, ressaltando que a Constituição garante o direito de reunião, "em especial para garantir a liberdade religiosa". Os advogados também contestam a avaliação do ministro sobre risco de evasão.
A prisão de Bolsonaro é preventiva e não está relacionada à execução da condenação pelo caso da tentativa de golpe de Estado. O processo referente à trama golpista ainda não transitou em julgado, ou seja, ainda cabe recurso.
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