Poder e Governo
Apesar de alerta com votação de Gonet, Messias segue favorito de Lula para o STF, dizem assessores
Presidente deve voltar ao tema nesta semana, antes de embarcar para a África do Sul, onde participará da cúpula do Brics nos dias 22 e 23
A votação apertada no Senado para a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, acendeu um alerta entre integrantes do governo, mas assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam que o advogado-geral da União, Jorge Messias, segue como favorito para ser indicado à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula deve retomar as discussões sobre a indicação ainda nesta semana, antes de viajar para a África do Sul, onde participará da reunião de cúpula do Brics nos dias 22 e 23.
Antes de anunciar sua escolha, o presidente pretende se reunir com o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia, ambos também cotados para o cargo.
A votação de Gonet foi a mais apertada desde a redemocratização. Para auxiliares de Lula, o resultado foi uma resposta direta à atuação do procurador-geral no caso da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo sobre a suposta trama golpista. Eles avaliam ainda que Gonet não fez campanha ativa e deixou a articulação de sua aprovação a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Por esse motivo, Messias teria, segundo esses assessores, um caminho diferente para obter o aval dos senadores. O advogado-geral da União, caso seja indicado por Lula, deve iniciar um roteiro de conversas nos gabinetes do Senado, inclusive com parlamentares da oposição. O fato de Messias ser evangélico é considerado no Palácio do Planalto um trunfo para superar resistências entre senadores conservadores.
Assim como ocorre com o procurador-geral da República, o indicado ao STF precisa ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aprovado em votação no plenário do Senado, onde são necessários ao menos 41 votos.
Na semana passada, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou em Belém que Lula deveria se reunir com Pacheco ainda nesta semana e que não via possibilidade de recuo quanto à escolha de Messias:
— Eu sinceramente creio que o nome está lançado. Não vejo reversão — declarou.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, anunciou sua aposentadoria antecipada em 9 de outubro. Havia expectativa de que Lula fizesse, pela primeira vez neste terceiro mandato, uma indicação rápida. Em 2023, suas duas indicações anteriores demoraram mais de 50 dias: 59 dias no caso de Flávio Dino e 51 dias para Cristiano Zanin.
No dia 21 de outubro, os planos de Lula começaram a mudar. Após uma reunião com Alcolumbre, na qual o presidente do Senado sinalizou a preferência majoritária da Casa por Pacheco, Lula decidiu adiar a escolha para consolidar melhor a indicação.
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