Internacional
Premiê italiana mira retomar programa nuclear para conter crise energética
Meloni avaliou que projeto deve ser aprovado pelo seu governo até o verão
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, informou que seu governo deverá aprovar a retomada do programa nuclear do país como uma das soluções para conter a atual crise energética provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
A Itália, que abandonou a energia nuclear após um referendo realizado na sequência do desastre de Chernobyl, há 40 anos, pretende utilizar pequenos reatores nucleares de última geração empregados pelo setor privado.
"Aproveito a oportunidade para dizer que a lei habilitadora será aprovada até o verão, os decretos de implementação serão aprovados e o arcabouço legal necessário para a retomada da produção nuclear na Itália será concluído", afirmou Meloni durante sessão no Senado.
O governo italiano acrescenta que a medida aumentará a autonomia energética do país e poderá reduzir custos, especialmente diante do agravamento da crise no Oriente Médio.
O plano da premiê foi criticado por políticos da oposição, que argumentam que a Itália continuará dependente de outros países mesmo com a eventual retomada do programa nuclear.
"A energia nuclear é uma grande mentira. Continuaríamos dependentes de outros, e o custo da energia seria maior do que o das energias renováveis. Além do grande problema das usinas", declarou o senador Stefano Patuanelli, vice-presidente do Movimento 5 Estrelas (M5S), durante painel com a secretária do Partido Democrático (PD), Elly Schlein.
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