Internacional
Israel vai levar ativistas da Flotilha Global Sumud para Grécia
Dezenas de membros da missão rumo a Gaza foram presos em águas internacionais
O ministro da Defesa de Israel, Gideon Sa'ar, anunciou nesta quinta-feira (30) que os ativistas da Flotilha Global Sumud presos em águas internacionais serão levados para a Grécia.
Inicialmente, o governo israelense disse que os detidos seriam transportados até o porto de Ashdod, em uma viagem que poderia durar dois dias, para ser submetidos a processos de expulsão.
"Em coordenação com o governo grego, as pessoas transferidas das embarcações da flotilha para um navio israelense serão desembarcadas em uma praia grega nas próximas horas", afirmou Sa'ar em um comunicado.
"Agradecemos ao governo grego pela sua disponibilidade em acolher os participantes da flotilha", acrescentou o ministro, que definiu a missão com destino à Faixa de Gaza como "provocatória". O objetivo dos ativistas era levar ajuda humanitária aos palestinos e furar o bloqueio naval israelense ao enclave, após as tentativas frustradas do ano passado.
"Todos serão desembarcados ilesos. Convidamos quem estiver interessado em fornecer ajudas humanitárias a Gaza a fazê-lo por meio do Conselho de Paz. Israel não permitirá a violação do legítimo bloqueio naval de Gaza", concluiu Sa'ar.
Já o premiê Benjamin Netanyahu acusou a missão de ser "apoiadora do Hamas" e salientou que seus integrantes "continuarão acompanhando Gaza no YouTube".
Pelo menos 22 dos 58 barcos da Flotilha Global Sumud foram interceptados por Israel em águas internacionais, perto da ilha de Creta, na Grécia, na última quarta-feira (29). Segundo Tel Aviv, 175 ativistas foram detidos, mas a entidade humanitária diz que o número de capturados chega a 211. Entre eles estão 24 italianos.
As outras embarcações continuam navegando em direção a Gaza, porém o Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que, devido ao grande número de barcos envolvidos na expedição, foi necessária uma "ação antecipada para prevenir a violação do bloqueio".
"As ações de Israel marcam uma escalada perigosa e sem precedentes: o sequestro de civis em pleno Mediterrâneo, a mais de 960 quilômetros de Gaza, sob os olhares do mundo inteiro", declarou a flotilha em um comunicado.
"Que fique claro do que se trata: pirataria", acrescentou a entidade, ressaltando que "nenhum Estado tem direito de reivindicar, controlar ou ocupar águas internacionais". O governo da Itália também criticou a prisão "ilegal" dos ativistas e cobrou a libertação "imediata" de seus cidadãos.
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