Internacional
Trump e Putin discutem Ucrânia e Oriente Médio em ligação
Líder russo fez alerta contra possível operação terrestre no Irã
Os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, conversaram sobre as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio durante um telefonema realizado nesta quarta-feira (29).
O assessor do chefe de Estado russo, Yuri Ushakov, informou que a conversa durou mais de uma hora e meia e a classificou como "franca e profissional".
Na ocasião, Putin comunicou a Trump sua disposição de declarar um cessar-fogo no conflito com a Ucrânia durante as comemorações do Dia da Vitória, em 9 de maio. O Kremlin afirmou que o americano apoiou a proposta e destacou que o republicano elogiou a recente trégua de Páscoa.
"Trump acredita que um acordo que ponha fim ao conflito na Ucrânia já está ao alcance. Naturalmente, preferimos que isso seja resultado de negociações, o que exige que Zelensky responda positivamente às propostas já conhecidas e reiteradas, inclusive pelos EUA. Tanto Putin quanto Trump fizeram avaliações semelhantes sobre o comportamento do regime de Kiev, que segue uma política de prolongamento do conflito, incentivada e apoiada por países europeus", declarou Ushakov.
Os dois líderes também discutiram a guerra no Oriente Médio. Trump afirmou que Putin deseja ajudá-lo a encerrar as hostilidades envolvendo o Irã e disse acreditar que encontrarão "uma solução" para o conflito.
O assessor do líder russo acrescentou que Moscou considera acertada a decisão do republicano de estender o cessar-fogo na região, por entender que isso pode ajudar a estabilizar a situação e "dar uma chance às negociações".
"A Rússia está firmemente comprometida em oferecer todo o apoio possível aos esforços diplomáticos para encontrar uma solução pacífica para a crise e apresentou uma série de propostas com o objetivo de resolver as divergências sobre o programa nuclear iraniano", afirmou o representante do Kremlin.
Putin também advertiu Trump de que uma eventual operação terrestre em Teerã seria "inaceitável e perigosa", pois acarretaria "consequências inevitáveis e extremamente graves, não apenas para o Irã e seus vizinhos, mas também para toda a comunidade internacional".
Por fim, Ushakov revelou que os presidentes discutiram "projetos mutuamente benéficos e iniciativas de grande escala" nos setores econômico e energético.
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