Internacional
Bienal de Veneza poderá sofrer consequências por participação russa, avalia Meloni
Premiê italiana frisou que governo é contrário à decisão da organização
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, não excluiu a possibilidade de a Fundação Bienal de Veneza sofrer consequências por sua decisão de permitir a participação da Rússia na 61ª Bienal de Arte.
"Existem vários posicionamentos, incluindo os da comunidade internacional, com riscos de corte de financiamento", avaliou Meloni ao ser questionada pela imprensa na terça-feira (14). "Acho que a Bienal deveria levar isso em consideração", acrescento
A premiê também reforçou ser contrária à presença de artistas russos no evento internacional na capital do Vêneto.
"O governo discorda, mas a Bienal é uma fundação autônoma. Mas isso não altera a política externa do país, que é determinada pelo governo, pelo Parlamento e pelo presidente da República", disse Meloni.
Ainda ontem, a União Europeia formalizou à Fundação seu desejo de suspender uma verba de 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões) devido à participação russa na 61ª edição da Bienal, que ocorrerá de 9 de maio a 22 de novembro.
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