Internacional
Trump diz que é 'popular' na Venezuela e cogita candidatura em tom de brincadeira
Republicano voltou a elogiar Delcy Rodríguez, presidente interina do país
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é mais popular do que qualquer outro político na Venezuela e brincou ao dizer que poderia se candidatar à Presidência do país sul-americano.
Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, em Washington, o republicano disse que aprenderia rapidamente espanhol e destacou sua facilidade com idiomas.
"Na Venezuela, tenho um índice de aprovação que ninguém jamais alcançou. Assim que este trabalho aqui terminar, posso ir para a Venezuela. Sou bom com idiomas, então aprenderei espanhol rapidamente. Irei para a Venezuela e vou me candidatar à Presidência", afirmou, em tom de brincadeira.
Trump voltou a elogiar a atual administração de Caracas, chefiada pela presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo após a detenção de Nicolás Maduro por forças americanas.
"Estamos muito felizes com as pessoas que lideram o país. As relações são fantásticas; podem durar muito tempo. Temos 100 milhões de barris em Houston agora, prontos para serem refinados", declarou.
Nos últimos meses, os Estados Unidos reduziram diversas sanções contra a Venezuela, especialmente as que atingiam o setor energético, e passaram a reconhecer Rodríguez como mandatário, em meio à reconfiguração política no país.
A flexibilização ocorre após mudanças promovidas pelo governo venezuelano, incluindo a abertura do setor petrolífero a investimentos estrangeiros, movimento visto como um gesto de aproximação com Washington.
Um estudo do Observatório da Diáspora Venezuelana, divulgado pelo jornal El Nacional, apontou que quase metade dos venezuelanos que emigraram consideraria retornar ao país apenas diante de melhorias significativas na segurança e na economia.
A pesquisa, realizada com mais de 1,3 mil venezuelanos residentes em diversos países, também revelou um alto nível de integração nas sociedades anfitriãs, fator que inibe o retorno. Segundo dados do observatório, a diáspora ultrapassa 9,2 milhões de pessoas, espalhadas por mais de 90 nações.
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