Internacional
Alto comissário da ONU condena pena de morte aprovada em Israel
Volker Turk declarou que aprovação da norma é 'profundamente discriminatória'
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Turk, criticou duramente a aprovação, em Israel, de uma lei que introduz a pena de morte para "atos terroristas" no país.
Em sua declaração, o diplomata austríaco afirmou que o projeto aprovado pelo Knesset, o Parlamento israelense, é "profundamente discriminatório" e alertou que sua aplicação nos territórios palestinos ocupados "constituiria um crime de guerra".
Turk acrescentou que tornar a pena de morte uma punição padrão para palestinos na Cisjordânia ocupada por Israel "é claramente incompatível com as obrigações do país perante o direito internacional".
"Sua aplicação aos residentes dos territórios palestinos ocupados constituiria um crime de guerra", reiterou o alto comissário.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, também lamentou a decisão das autoridades israelenses.
"Tomamos conhecimento com grande pesar da votação do Parlamento israelense sobre a pena de morte, que apenas aprofunda o abismo de ódio entre israelenses e palestinos.
Devemos trabalhar com todas as partes para evitar que a situação se deteriore ainda mais", declarou o religioso.
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