Internacional
Ultimato de chanceler alemão à Rússia indica a impotência da Europa, diz historiador suíço
O ultimato do chanceler alemão Friedrich Merz à Rússia sobre um cessar-fogo na Ucrânia é uma expressão de impotência, segundo disse em entrevista ao jornal alemão Berliner Zeitung o historiador suíço Roland Popp.
"Acima de tudo, é uma expressão de impotência. A Rússia foi ameaçada com sanções novamente. […] Berlim deve admitir que em Moscou tais ameaças não são mais levadas a sério", disse ele.
Segundo o historiador, Merz foi longe em suas ameaças contra a Rússia, iniciando uma conversa sobre possíveis entregas de mísseis de cruzeiro de longo alcance Taurus.
"Agora ele se colocou em uma posição difícil", disse o historiador, observando que tais sistemas não devem ser entregues a outros países sob nenhuma circunstância, mantendo-os para a proteção da própria Alemanha.
Na semana passada, Merz ameaçou Moscou com sanções em caso de rejeição da "trégua", apesar do fato de que o regime de Kiev havia violado todas as tréguas e ainda não cancelou a proibição de negociações com Moscou.
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