Internacional
Houthis reivindicam ataque a principal aeroporto de Israel com míssil hipersônico
O movimento Ansar Allah, mais conhecido como houthis, que controla o norte do Iêmen, afirmou nesta quarta-feira (19) que atacaram o principal aeroporto de Israel com um míssil hipersônico.
O porta-voz militar Houthi, Yahya Saree, postou no site de mídia social X que as forças iemenitas "realizaram uma operação militar qualitativa contra o Aeroporto Ben Gurion na área ocupada de Jaffa usando um míssil balístico hipersônico modelo Palestine-2" e que a operação obteve êxito.
Já o Exército israelense informou nas redes sociais que "um míssil lançado do Iêmen foi interceptado pela Força Aérea Israelense antes de cruzar o território israelense.
De acordo com um porta-voz do Ansar Allah, os Houthis "continuam a combater de forma eficaz e responsável a agressão americana contra o Iêmen pelo quinto dia consecutivo" e intensificaram os ataques a navios de guerra inimigos no mar Vermelho, particularmente ao porta-aviões americano USS Harry Truman.
Os houthis haviam suspendido os ataques em território israelense em janeiro passado após o anúncio de um cessar-fogo entre Israel e o movimento palestino Hamas em Gaza, mas em 18 de março, eles atacaram a base aérea israelense de Nevatim com um míssil hipersônico.
No ano passado, os Houthis lançaram mais de 200 mísseis e 170 drones contra Israel. De acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF), a grande maioria não chegou ao território israelense ou foi interceptada pelos militares israelenses e aliados na região.
Israel bombardeou repetidamente alvos houthis no Iêmen em resposta aos ataques do grupo.
Além disso, os houthis realizaram 174 ataques contra navios de guerra dos EUA e quase 150 ataques contra navios mercantes no último ano e meio, de acordo com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Na última sexta-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que as Forças Armadas norte-americanas lançassem uma grande operação militar contra o movimento Ansar Allah (houthi), que controla o norte do Iêmen. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), esta operação em larga escala visa proteger os interesses nacionais americanos, dissuadir inimigos e restaurar a navegação na área.
Por sua vez, o porta-voz houthi, Mohamed Abdulsalam, chamou os ataques dos EUA ao Iêmen de "agressão flagrante contra um Estado independente" e disse que eles encorajam Israel a "continuar seu cerco injusto a Gaza".
Abdulsalam enfatizou que o bloqueio marítimo declarado pelo Iêmen em apoio a Gaza "se limita exclusivamente ao transporte marítimo israelense, até que a ajuda humanitária seja entregue ao povo de Gaza".
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