Internacional
Liberação de água de Fukushima leva proibições e pânico a chineses
Os consumidores chineses ficaram longe das barracas de frutos do mar e correram para estocar sal após a condenação de Pequim à liberação pelo Japão, na quinta-feira (24), de água radioativa tratada no Oceano Pacífico proveniente da usina nuclear destruída de Fukushima.
Durante as últimas semanas, os meios de comunicação estatais da China e autoridades do governo têm criticado repetidamente o plano, dizendo que o governo japonês não tinha provado que a água liberada seria segura, enfatizando o perigo para os países vizinhos.
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Horas depois que o Japão foi adiante com a liberação da água, a China emitiu uma proibição geral de todos os produtos aquáticos do Japão.
No mercado de frutos do mar de Jiangyang, no distrito de Baoshan, em Xangai, dois vendedores disseram que a administração do mercado visitou as barracas na tarde de ontem e solicitou a remoção de produtos japoneses.
Embora os frutos do mar japoneses não estivessem mais à venda, alguns vendedores expressaram preocupação de que os clientes seriam dissuadidos de comprar qualquer fruto do mar, independentemente da origem.
“Acho que isso influenciará um pouco as pessoas que comem frutos do mar, mesmo que não sejam do Japão, não há nada que possamos fazer a respeito”, disse um vendedor de sobrenome Wang, que não forneceu seu primeiro nome por razões de privacidade.
Antes da ação de quinta-feira do Japão, “muitas pessoas vinham aqui todos os dias”, disse Chen Yongyao, funcionário de uma loja de congelados em Jiangyang. Agora, segundo ele “ninguém está comprando”.
Demanda por sal
O estatal Grupo Nacional da Indústria de Sal, maior produtor de sal comum do mundo, apelou às pessoas para não entrarem em pânico nas compras, em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira, assegurando aos consumidores que estava aumentando a produção e que o déficit seria temporário.
O sal também era um produto importante na China em 2011, após o desastre nuclear inicial de Fukushima. Além das preocupações sobre a potencial contaminação do sal marinho, existe também uma crença generalizada na China de que o sal iodado pode ajudar a proteger contra o envenenamento por radiação.
O Japão criticou a China por espalhar "alegações cientificamente infundadas" e afirma que a liberação da água é segura, observando que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também concluiu que o impacto que teria nas pessoas e no ambiente era "insignificante".
Reportagem adicional de Xihao Jiang e Brenda Goh
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