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China concentra mais de 80% das novas encomendas mundiais de navios, diz órgão chinês

A nação asiática reforçou sua liderança na indústria naval durante os primeiros nove meses de 2026, com aumentos na produção, nas novas encomendas e na carteira de pedidos de embarcações, concentrando ainda 74,1% das encomendas mundiais de navios com propulsão ecológica.

Por Sputnik Brasil 24/10/2026
China concentra mais de 80% das novas encomendas mundiais de navios, diz órgão chinês
China lidera o mercado global de encomendas navais, concentrando grande parte da produção sustentável. - Foto: © AP Photo / Vahid Salemi

A China manteve sua liderança mundial na construção naval entre janeiro e setembro de 2026, concentrando 63,6% da produção global, 81,8% das novas encomendas e 72,4% da carteira de pedidos, segundo estatísticas publicadas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT, na sigla em inglês) do país asiático.

Durante os primeiros nove meses do ano, o país registrou uma produção de 58,05 milhões de toneladas de porte bruto (DWT, na sigla em inglês) — um indicador da capacidade de carga das embarcações —, o que representou um aumento de 50,7% em relação ao ano anterior.

As novas encomendas atingiram 175,29 milhões de DWT, um crescimento de 163,2% em comparação com o mesmo período de 2025. Com isso, a China concentrou mais de quatro quintos das encomendas mundiais de novas embarcações.

Ao final de setembro, a carteira de pedidos pendentes chegou a 399,13 milhões de DWT, um aumento de 64,8% em relação ao ano anterior. Esse número reflete o volume de trabalho contratado que os estaleiros chineses ainda precisam concluir.

Os dados do MIIT consolidam a posição da China como o principal ator da indústria naval mundial, tanto por sua capacidade de produção quanto pela demanda internacional por novas embarcações.

O setor também avança na transição para tecnologias de menor impacto ambiental. A China captou 74,1% das novas encomendas mundiais de navios com propulsão ecológica durante o período analisado. Essa participação aumentou 5,7 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre de 2026, o que mostra um crescimento da presença chinesa neste segmento da indústria.

Os resultados refletem o desempenho dos estaleiros do país asiático em um mercado global onde a capacidade de produção, as encomendas futuras e o desenvolvimento de embarcações mais sustentáveis são fatores-chave para manter a competitividade.