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Trump ameaça Cuba com escala militar após conflito no Irã
Promessas de ações contra a ilha são destacadas em comício na Flórida
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou agir contra Cuba após a resolução do conflito com o Irã e afirmou que um navio norte-americano poderia parar a cerca de 46 metros da costa cubana durante o trajeto de volta do Oriente Médio. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (23), durante um comício na Flórida.
"Vamos cuidar de Cuba na volta do Irã. Faremos uma pequena escala. Vamos voltar do Irã. Aqueles belos navios passarão por Cuba. Faremos um deles parar a cerca de 50 jardas da costa", declarou Trump.
O presidente também afirmou que enviará o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para concluir um acordo relacionado à ilha. Em outra declaração sobre Cuba, Rubio defendeu mudanças políticas no país e incentivou aqueles que desejam transformar a situação na ilha a aproveitar o momento.
"Para aqueles que buscam promover mudanças positivas em Cuba, este é o momento. A decepção com promessas não cumpridas, a corrupção e a vida privilegiada de poucos: aproveitem esta oportunidade para promover as mudanças que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA", afirmou o secretário.
Já o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu às declarações de Trump e afirmou que Havana não aceitará as ambições norte-americanas sobre a ilha.
"Em nossas costas, há belas praias, mas também dentes afiados, inóspitos para aqueles que chegam com intenções hostis e desejos de dominação", advertiu Rodríguez.
Bloqueio agrava crise energética em Cuba
Cuba enfrenta uma grave crise energética há vários anos, provocada pela escassez de combustível e pela deterioração de suas usinas termelétricas. A situação se agravou em 2026, após a interrupção dos embarques de petróleo venezuelano e a imposição de tarifas norte-americanas aos países que fornecem petróleo à ilha.
Desde o início do ano, Cuba recebeu apenas uma remessa de combustível, transportada por um navio russo que levava 100 mil toneladas de petróleo.
No início de setembro, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que o governo estava elaborando uma estratégia para recuperar os campos de captação de água que abastecem Havana. A iniciativa busca garantir o fornecimento à população apesar dos contínuos cortes de energia.
As novas ameaças de Trump ocorrem enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio econômico contra Cuba, em vigor há mais de seis décadas. O endurecimento das restrições ao fornecimento de petróleo, adotado no início deste ano, agravou a crise energética da ilha.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o bloqueio energético intensificado e o classificaram como uma violação do direito internacional. Conforme a entidade, as restrições afetam a geração de eletricidade, os hospitais, a distribuição de água, o transporte, a produção de alimentos e o acesso a medicamentos.
Por Sputinik Brasil
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