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Durigan: dívida pública é doméstica, sem risco de calote
Ministro da Fazenda rechaça preocupações sobre a solvência do país
O ministro da Fazenda e coordenador econômico do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dario Durigan, afirmou que a dívida pública brasileira é predominantemente doméstica e rechaçou qualquer risco de não pagamento ou calote. "Toda a nossa dívida está praticamente na mão de brasileiros, de empresas, de setores, de instituições bancárias e financeiras brasileiras", declarou em entrevista ao UOL.
Ele reconheceu o crescimento da dívida e atribuiu essa elevação à alta da taxa de juros, destacando que, no governo Lula, o Banco Central (BC) é independente. "O papel do governo central é melhorar a condição fiscal, não tenha dúvida disso", defendeu. "Não adianta correr para dar uma resposta fácil e ilusória", acrescentou.
Durigan admitiu que, embora os empresários tenham reclamado do aumento de tributos, a revisão de benefícios tributários, como o Perse e a desoneração da folha de pagamentos, foi necessária. "Estamos fazendo um trabalho para equilibrar as contas, garantindo que a receita supere a despesa. Isso foi implementado nesse período. Cortar gastos obrigatórios e abrir espaço para investimentos é responsabilidade deste governo, e temos avançado nisso", afirmou.
Ele garantiu que o Orçamento de 2027 será positivo, com superávit, e reafirmou seu compromisso de melhorar a situação fiscal nos anos seguintes, “sem fazer loucuras”. "Não dá para querer vender ao mercado que no primeiro ano tudo será resolvido, isso é impossível", completou. Durigan afirmou que será viável sanar a questão através de cortes de gastos obrigatórios e do compromisso de reduzir a taxa de juros.
O ministro negou que haja risco de recessão no país, embora tenha reconhecido um provável desaquecimento econômico em função de fatores como juros altos, a guerra no Irã e o fenômeno de El Niño. "Se conseguirmos diminuir a taxa de juros e, ao mesmo tempo, fazer os incentivos corretos com os limitados recursos públicos disponíveis para investimento — podendo aumentar um pouco e focar em áreas estratégicas —, poderemos fazer com que o Brasil, mesmo com uma leve diminuição no crescimento, rapidamente reforce sua trajetória, garantindo que entre 2028, 2029 e 2030 seguimos próximos de um crescimento de 3%", concluiu.
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