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UE fixa suas vistas sobre o Ártico, visando legalizar a linguagem da força, aponta diplomata russo

Diplomata russo critica as ambições da UE na região

Sputnik Brasil 23/10/2026
UE fixa suas vistas sobre o Ártico, visando legalizar a linguagem da força, aponta diplomata russo
Diplomata russo critica estratégias da UE para o Ártico e alerta sobre militarização da região. - Foto: © Sputnik / Pavel Lvov

Os países ocidentais estão reivindicando seus direitos ao Ártico devido às riquezas dessa região em termos de recursos e às capacidades de transporte, disse à Sputnik Vladislav Maslennikov, diretor do Departamento de Assuntos Europeus do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

Na terça-feira (20), a União Europeia (UE) atualizou sua estratégia para o Ártico, na qual as questões da presença geopolítica ocuparam o lugar-chave sob o pretexto de garantir segurança e defesa, apontou o diplomata russo.

Segundo ele, esses exercícios de Bruxelas na redação de documentos políticos visam "legalizar suas ambições e linguagem de força" em relação ao Ártico.

A UE "fixou suas vistas" em altas latitudes devido aos benefícios, às oportunidades de transporte e aos recursos que a região oferece no contexto do aquecimento global, e está fazendo todo o possível para justificar suas intenções.

"Esses passos são bastante compreensíveis − o potencial redirecionamento dos fluxos de carga contornando as artérias usuais, por exemplo, para agentes da UE que dependem do comércio marítimo, ameaça enfraquecer seriamente a posição da Europa", disse Maslennikov.

E isso é importante, já que até 75% das operações comerciais externas da UE se realizam pelo mar.

A nova estratégia para o Ártico, apresentada na UE nesta semana, reflete a importância da região para a segurança, com promessas de aumentar a vigilância por satélite, o monitoramento de cabos submarinos e ajudar os Estados-membros a comprar quebra-gelos.

Hoje em dia, as principais potências mundiais aumentaram seu interesse no Ártico, já que o derretimento do gelo abre novas rotas marítimas nessa região.

Por sua vez, Moscou mostrou repetidamente sua preocupação com os planos da OTAN de militarizá-la. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, a Rússia busca preservar a paz e a estabilidade e reduzir as ameaças à segurança nacional no Ártico.


Por Sputnik Brasil