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Três adolescentes são apreendidos por estupro coletivo de duas crianças em São Paulo
Polícia Civil prendeu suspeitos após divulgação de vídeos com cenas do abuso; vítimas estão acolhidas e recebem acompanhamento especializado.
A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta quinta-feira, 30, três adolescentes suspeitos de envolvimento em um estupro coletivo de vítimas. A investigação teve início após a circulação de vídeos que mostram o abuso sexual de duas crianças, de 7 e 10 anos.
As autoridades ainda procuram um adulto, atualmente foragido na Bahia, e um quarto adolescente, ambos também apontados como participantes do crime. O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não autorizou o mandado de prisão no outro Estado, solicitado pelo delegado responsável. Procurada, a Corte informou apenas que não comenta decisões judiciais.
O crime ocorreu em 21 de abril, na comunidade União de Vila Nova, localizada na Subprefeitura de São Miguel Paulista, zona leste da capital paulista.
"A família, por receio, não teve coragem de denunciar. O conselho tutelar e a polícia só tomaram conhecimento em 24 de abril", relatou o subprefeito Divaldo Rosa, em vídeo publicado nas redes sociais. Ele só se pronunciou publicamente sobre o caso nesta quinta-feira, 30.
Os agressores registraram o estupro e compartilharam as imagens em uma rede social. Em um dos vídeos, com 63 segundos de duração, é possível ver as crianças chorando, gritando e pedindo para que parem ao menos nove vezes, além de repetirem cinco vezes "eu não quero". Durante o crime, os agressores riem, insistem no ato e agridem as vítimas.
Em entrevista ao Estadão, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o caso como “terrível”. "As crianças foram acolhidas pelos equipamentos da Prefeitura. Uma está com a mãe em uma Vila Reencontro. A outra está com os dois irmãos no Serviço Institucional para Criança e Adolescente, pois o Conselho Tutelar constatou que não havia condições para permanecerem com a mãe, que é dependente química", explicou.
As vítimas recebem acompanhamento do Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, de assistentes sociais, profissionais de saúde e do Projeto Bem-Me-Quer, programa estadual de acolhimento a vítimas de violência sexual.
"Este caso é revoltante, choca e não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem, na maioria das vezes, na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos", afirmou o subprefeito Divaldo Rosa. "Se você tiver algum caso de abuso contra criança, faça uma denúncia anônima pelo Disque 100. Você pode salvar uma vida. Proteger as crianças é dever de todos nós."
Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com a defesa dos adolescentes e do forgido. O Ministério Público e a Defensoria Pública também foram procurados, mas não retornaram.
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