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Presidente da Apex manifesta preocupação com futuro do acordo Mercosul-UE

Jorge Viana destaca resistência europeia e considera aprovação no Congresso brasileiro prioridade para 2026

22/01/2026
Presidente da Apex manifesta preocupação com futuro do acordo Mercosul-UE
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, declarou nesta quinta-feira, 22, que acompanha com apreensão o andamento do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), especialmente após o recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e a judicialização do tratado por parte da Comissão Europeia.

Segundo Viana, o acordo Mercosul-UE reúne o segundo maior Produto Interno Bruto do mundo, somando US$ 22 trilhões, e representa benefícios para ambos os blocos. No entanto, ele ressalta que há forte resistência à iniciativa dentro da Europa. Para o presidente da Apex, as salvaguardas previstas no acordo são fundamentais para evitar distorções de mercado.

Viana também informou que, na quarta-feira, manteve conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que garantiu colocar a aprovação do acordo como prioridade da pauta legislativa brasileira para 2026.

"Ele, Alcolumbre, vai transformar esse tema na agenda principal de seu retorno do recesso. Essa é a principal agenda. Vamos ver se ele atua em conjunto com os líderes dos Congressos do Mercosul para aprovar o acordo o quanto antes, tanto no Brasil quanto no bloco. É uma forma diplomática de pressionar os europeus", explicou Viana.

O presidente da Apex reiterou a posição do vice-presidente Geraldo Alckmin, de que o governo brasileiro deseja acelerar a internalização do acordo com a União Europeia. "Setores mais extremos à esquerda e à direita se uniram, formando uma espécie de coalizão contra o acordo", afirmou.

Viana acrescentou que o Conselho Europeu deve se manifestar ainda nesta quinta-feira sobre a votação do acordo Mercosul-UE.

Ele destacou que a revisão jurídica também foi adotada no acordo entre a UE e o Canadá. Por fim, ressaltou que a implementação provisória do acordo Mercosul-UE ou pressões sobre o Judiciário não cabem ao Brasil.