Geral
Zelenski critica inércia global e afirma que Europa precisa fortalecer sua defesa
Presidente ucraniano aponta dependência europeia dos EUA e cobra ação contra financiamento russo durante discurso em Davos
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a Europa precisa aprender a se defender sozinha e destacou que, até a pressão dos EUA, os países europeus não investiram de forma adequada em segurança e defesa. A declaração foi feita nesta quinta-feira (22), durante discurso no Fórum Econômico de Davos, e rendeu aplausos de pé da plateia.
Zelenski criticou a postura de algumas nações europeias que ainda compram petróleo russo, contribuindo para o financiamento da guerra no Leste Europeu. “Sem dinheiro, o presidente russo, Vladimir Putin, não continua a guerra e, com isso, a Europa vive sem conflito”, afirmou. Ele ressaltou que Putin luta por seus ativos congelados na Europa, mas não pela paz. “Maduro está sendo julgado em Nova York, mas Putin não está”, observou, em referência ao ditador venezuelano capturado pelos EUA.
O líder ucraniano relatou uma conversa recente com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, na qual trataram sobre a defesa aérea da Ucrânia, ressaltando que o tema é fundamental para “proteger vidas”. Durante a sessão de perguntas e respostas, Zelenski classificou o encontro como “bom”. “Fiquei feliz que ele arrumou um tempo para essa conversa. O diálogo com os EUA não é simples, mas hoje foi positivo”, acrescentou. Para ele, nenhuma garantia de segurança é efetiva sem o envolvimento dos EUA, mesmo que alternativas estejam sendo discutidas com outros parceiros.
Zelenski reforçou a necessidade de “ação e coragem para agir”, afirmando que “não se pode construir uma nova ordem mundial apenas com palavras”. Ele defendeu que a Europa pode e deve se transformar em uma força global, caso contrário, continuará apenas “reagindo”. “Ninguém gostaria de viver em guerra, mas nós estamos vivendo. Estamos prontos para fazer parte de uma Europa que realmente importa”, declarou.
Sobre o Irã, Zelenski criticou a falta de apoio internacional aos iranianos durante os protestos, o que, segundo ele, resultou em muitas mortes. “O que o Irã será depois dessa matança? Qual mensagem isso envia ao mundo? Mate pessoas o bastante e você se manterá no poder?”, questionou, destacando que todos aguardam uma reação dos EUA em relação a Teerã para tomar uma posição.
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