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UE prepara retaliação após ameaças de Trump e disputa pelo controle da Groenlândia
União Europeia avalia tarifas bilionárias e restrições contra empresas dos EUA em resposta à escalada de tensões envolvendo a Groenlândia.
As capitais da União Europeia (UE) estudam impor € 93 bilhões (cerca de R$ 581 bilhões) em tarifas aos Estados Unidos ou limitar o acesso de empresas norte-americanas ao mercado do bloco, em reação às ameaças de Donald Trump relacionadas à Groenlândia. A crise é considerada a mais grave nas relações transatlânticas em décadas.
Segundo o Financial Times, as medidas visam fortalecer a posição europeia antes dos encontros com Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O objetivo é evitar uma ruptura na aliança ocidental, vista como essencial para a segurança da Europa.
A lista de tarifas, suspensa até 6 de fevereiro, voltou à pauta dos 27 embaixadores da UE, juntamente com o instrumento anticoerção (ACI), que pode restringir investimentos e serviços norte-americanos. O debate se intensificou após Trump ameaçar impor tarifas de 10% a países europeus envolvidos em exercícios militares na Groenlândia.
Diplomatas europeus classificaram as ações de Trump como "métodos mafiosos", mas defendem a manutenção de canais de negociação. A França pressiona pelo uso imediato do ACI, enquanto Paris e Berlim articulam uma resposta conjunta, também envolvendo o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido).
Apesar do apoio ao ACI, a maioria dos países prefere apostar no diálogo antes de adotar retaliações diretas. Como sinal de pressão, partidos no Parlamento Europeu adiaram uma votação que reduziria tarifas sobre produtos norte-americanos.
As discussões em Davos, que inicialmente teriam foco na Ucrânia, passaram a incluir a crise sobre a Groenlândia. Autoridades europeias afirmam que as ameaças de Trump justificam o uso do ACI, mas esperam que a pressão diplomática faça Washington recuar.
Enquanto isso, o secretário do Tesouro dos EUA afirmou que a Europa não tem capacidade para garantir a segurança da Groenlândia e reiterou a exigência norte-americana de controle sobre a ilha. Diante da escalada, o Conselho Europeu convocou uma reunião extraordinária e declarou estar pronto para se defender de qualquer forma de coerção.
Por Sputnik Brasil
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