Geral

Bessent minimiza temores sobre candidatos ao Fed e tarifas na Suprema Corte

Secretário do Tesouro dos EUA reforça compromisso com independência do Fed e demonstra confiança em decisões sobre tarifas.

18/01/2026
Bessent minimiza temores sobre candidatos ao Fed e tarifas na Suprema Corte
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, voltou a minimizar neste domingo as preocupações em torno dos candidatos à presidência do Federal Reserve (Fed) e do processo judicial sobre tarifas em análise na Suprema Corte, durante entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC.

Segundo Bessent, o presidente Donald Trump mantém o compromisso com a independência do banco central americano. "Mas independência não significa não monitorar", afirmou, destacando que "supervisão" e "trazer assuntos à tona" diferem de "coerção".

Ao ser questionado, o secretário reiterou a expectativa de que o Congresso dos EUA aprove o indicado de Trump para liderar o Fed após a saída de Jerome Powell, prevista para maio. "Temos quatro excelentes candidatos e ficaremos satisfeitos com qualquer um deles. Acredito que avançaremos e em breve ouviremos do Comitê Bancário quem eles preferem", declarou.

Na semana passada, alguns senadores, incluindo republicanos, ameaçaram barrar as indicações de Trump ao Fed após o governo iniciar investigações contra Powell, motivadas por reformas na sede do banco central.

Bessent voltou a criticar a gestão de Powell e fez acusações de que o Fed "imprime seu próprio dinheiro magicamente". "As renovações da Casa Branca não custam US$ 700 milhões, ou mais de US$ 1 bilhão, ou US$ 1,5 bilhão acima do orçamento, além de serem pagas com fundos privados. Se eu quiser comprar uma cadeira nova para meu escritório no Tesouro, é uma apropriação", argumentou, defendendo maior prestação de contas pelo banco central. "Se eu recebesse questionamentos do Departamento de Justiça, eu os responderia."

O secretário também negou que as investigações contra Powell possam impactar os mercados. "Se eu disse que uma investigação poderia ser negativa, eu estava errado", afirmou, refutando reportagem da Axios. "Os mercados são o árbitro final quando há ameaça à independência do Fed e parecem querer olhar além disso. Ou talvez desejem maior transparência do banco central."

Sobre a Suprema Corte, Bessent demonstrou confiança de que o órgão não decidirá contra o governo no caso das tarifas, ressaltando que as políticas reduziram o déficit comercial, tornaram-se ferramentas de negociação e poderiam gerar "caos" se revertidas.