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Bessent nega conclusão de acordo com UE e justifica tarifas sobre Groenlândia

Secretário do Tesouro dos EUA afirma que negociações com União Europeia seguem em andamento e defende medidas de força para garantir interesses americanos no Ártico.

18/01/2026
Bessent nega conclusão de acordo com UE e justifica tarifas sobre Groenlândia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, negou neste domingo que o acordo comercial com a União Europeia (UE) esteja completamente finalizado. Ele também rebateu críticas de que as novas tarifas relacionadas à Groenlândia possam abalar a confiança de outros parceiros em negociação com os americanos. As declarações foram dadas ao programa Meet the Press, da NBC.

"O acordo comercial com a União Europeia não foi finalizado. E uma ação de emergência pode ser muito diferente de buscar outro acordo comercial", afirmou Bessent, ao defender as tarifas adicionais impostas neste fim de semana pelo presidente Donald Trump. Segundo ele, outros países também estão sujeitos ao mesmo risco. "Estamos em equilíbrio muito bom com a China neste momento, mas se fizerem algo para quebrar esse equilíbrio, Trump estaria disposto a agir. O mesmo com a Índia."

Bessent destacou ainda que os próprios europeus já enfrentaram tarifas adicionais por comprar petróleo russo. "O presidente utiliza seus poderes emergenciais para resolver essas questões", ressaltou.

Ao citar o consumo de petróleo da Rússia, o secretário do Tesouro alegou que os europeus não conseguem proteger seu próprio território diante de ameaças externas e, por isso, não seriam capazes de defender a Groenlândia em caso de ataque. "Europeus projetam fraqueza, os EUA projetam força", disse, acrescentando que a América é o "país mais forte do mundo".

Bessent também afirmou que, embora um conflito no Ártico possa não ocorrer imediatamente, a disputa pela região é real e os EUA teriam de cumprir suas garantias na Otan. "Caso a Rússia atacasse a Groenlândia ou outra região, seríamos arrastados para o conflito. É melhor a paz através da força, tornando-a parte dos EUA agora, e não haverá conflito", argumentou.

O secretário ainda reforçou argumentos já apresentados por Trump, como a importância estratégica da ilha para a segurança nacional, incluindo a construção do Domo Dourado e sistemas de mísseis.

Questionado sobre a possibilidade de ação militar na Groenlândia, Bessent evitou descartar a hipótese, afirmando apenas que não discutiu o tema com Trump. Ele também minimizou preocupações de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) possa ser desfeita caso os EUA ataquem a ilha. "Os europeus vão mudar de opinião e entender que precisam estar sob nossa proteção, com a Groenlândia sob nosso controle", concluiu.